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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Segunda Class: Enya


Cantora, compositora, instrumentista e produtora, Enya foi responsável por levar o new age para as massas: a irlandesa já vendeu cerca de 75 milhões de cópias de seus sete álbuns. Sua sonoridade única, caracterizada por camadas e mais camadas de vozes sobrepostas, instrumentação folk e sintetizadores celestiais, levaram Enya a um impressionante nível de popularidade, nunca antes experimentado por algum artista do gênero - e ao reconhecimento de público e crítica através de seus multi-platinados e premiados discos. Pra sonhar acordado.

"Caribbean Blue": vídeo tão incrível quanto a música.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Quarta do Sofá: Sinéad O'Connor


Composta originalmente por Prince, "Nothing Compares 2 U" apareceu em 1985 no autointitulado álbum do The Family - projeto paralelo do baixinho - e passou despercebida até ser regravada e lançada como um dos quatro singles do segundo disco da irlandesa Sinéad O'Connor, I Do Not Want What I Haven't Got, de 1990.

Produzida por Nellee Hooper (Soul II Soul, Smashing Pumpkins, U2), "Nothing Compares 2 U" foi um sucesso absurdo, número um nas charts de onze países. Lenta, orquestrada e com os vocais potentes de O'Connor, a faixa ganhou notoriedade também pelo vídeo em que a cantora se debulha em lágrimas, que rolam pelos seus grandes (e lindos) olhos azuis.

E, pelo que li na época, Prince ficou puto com o sucesso da versão de Sinead O'Connor. Tsc tsc.

"Nothing Compares 2 U": tears roll down.

domingo, 29 de julho de 2012

Disposable Cinema Club


Não sei o que acontece com esse pessoal. Eles tem tudo na mão: tecnologia, informação, instrumentos de ponta. E inventam de montar uma banda. Aí os irlandeses do Two Door Cinema Club - que é uma bandinha indie abaixo do razoável - tem o nome citado pela BBC como uma das apostas de 2010 e pronto, feita a cama. Se você escutou e gostou do primeiro álbum dos caras (Tourist History, 2010), te desafio a cantarolar uma estrofe desse disco. Duvido. E lá vem o segundo: Beacon, programado pra Setembro, já está por aí. O som é amarradinho, cheio de rufos frenéticos de caixa, palhetadas ágeis de guitarra e vocais que sugerem um Brandon Flowers de calça skinny, camisa xadrez e All Star surrado. Mas é uma música egoísta. Ela existe para a banda, e para o público que se encaixa na descrição do Brandon Flowers hipotético acima. Vai estar aí, pairando no ar virtual por um tempo e, suprema ironia, periga ser esquecida antes mesmo do lançamento oficial de Beacon. Depois vai sumir sem deixar vestígios. Porque não tem nada nesse disco que te faça querer apertar o repeat, ou que te persiga o dia inteiro. Um refrão, um riff, aquele gancho, aquela sacada. Nada. Será que isso é o que a descartabilidade representa hoje em dia? Um tempo atrás eu conseguia lembrar o porquê de odiar alguma banda, pelo menos.

Two Door o quê mesmo?

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

1 X 4 = 1


 Está por sair o novo do multi-platinado Snow Patrol, Fallen Empires.

Em Setembro passado, os irlandeses soltaram o single Called Out in the Dark como aperitivo. Acabou rolando também um EP com mais três faixas (totalmente dispensáveis). Fique somente com a faixa título e descarte o resto sem dó. "Called Out in the Dark" - a canção - é um roquezinho salpicado com doses homeopáticas de eletrônica e com uma letra tipo levanta-estádio ("É como se não conseguíssemos nos segurar / Pois não sabemos ir mais devagar / Fomos chamados para as ruas / Fomos chamados para a cidade"). E considerando que hoje é sexta-feira e a faixa tem essa bateria com o chimbau numa levada disco, é perfeitamente justificável dançar ao som de "Called Out in the Dark". Remixes também são bem-vindos.

"Called Out in the Dark": coreografia mais legal desde "Dança da Manivela" do Asa de Águia.