Mostrando postagens com marcador indietrônica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador indietrônica. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Wild Beasts


A melhor música do quarto álbum do quarteto inglês Wild Beasts (o bom e bastante elogiado Present Tense, que saiu em Fevereiro) acaba de ganhar vídeo. "Mecca" está programada pra sair como single oficialmente em 04 de Agosto e é uma bela amostra do indie rock/synthpop habilmente urdido pela banda. Atenção ao ótimo falsete do vocalista e multi instrumentista Hayden Thorpe. Qualquer semelhança com o Coldplay não é bem vinda. 

"Mecca": pode chamar de indietrônica? 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Never Let Me Down Again

CHVRCHΞS e Holy Ghost!: discos recém-lançados, e ambos deixaram a desejar .


Os escoceses do CHVRCHΞS lançaram quatro singles que deixaram esperançosos fãs ardorosos de technopop como eu - especialmente por Recover EP, que contém a magnífica "Now Is Not The Time" (que curiosamente não está no debut do grupo). Seu aguardado álbum The Bones Of What You Believe sai oficialmente dia 23 de Setembro. Azar o meu: ouvi e não rolou. Nem a linda vocalista Lauren Mayberry salva um disco que nos melhores momentos ("Recover") não vai muito além do pop eletrônico/bobinho perpetrado no século passado por gente como Thompson Twins - o que até nem seria demérito, se nos piores ("By The Throat"), eles não parecessem uma Debbie Gibson num dia ruim. Eu nem ligo se o synthpop vem andando em círculos ultimamente, se fórmulas são repetidas e essa conversa toda - desde que a música oferecida passe por cima desses clichês. E o problema é que bandas iguais o Chvrches eu já ouvi mais de cem esse ano.

"Recover": a segunda melhor faixa do Chvrches. A melhor não está no álbum.




Já o problema dos nova-iorquinos do Holy Ghost! está na irregularidade. A dupla lançou seu segundo disco (Dynamics) no último dia 10, e ele tem as bordas interessantes, mas o recheio é insosso. A abertura "Okay" é realmente empolgante. É uma das melhores definições para "pop de sintetizador" que ouvi esse ano. Mas daí pra frente, o nível cai absurdamente, auto explicado pelo título da segunda faixa ("Dumb Disco Ideas"), e por um ranço indie que persegue o som do duo. Só lá na oitava faixa (o bom refrão e os arpejos de "Bridge and Tunnel") o Holy Ghost! começa a subir devagarinho, até reviver o New Order pré-1983 em "Don't Look Down" e "Cheap Shots" (com uma guitarrinha totalmente Barney Sumner e tudo) e finalmente emplacar uma fofa baladinha de plástico (a quase-vinheta "In The Red"). Mas aí já é tarde, porque o disco acaba com 11 faixas. Faltou esmero (ou inspiração) pra nivelar um pouco mais alto esse Dynamics.

"Okay": a melhor, já de cara.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Segunda Class: Flunk


Novo álbum do bom quarteto norueguês Flunk, Lost Causes saiu no final de Abril.


O som não difere de seus discos anteriores: é folktronica com climinha de trip hop noventista valorizando os sempre agradáveis vocais sussurrados de Anja Oyen Vister.

Nada que vá mudar sua vida - e nem é essa a intenção de uma banda inofensiva como o Flunk - mas é o tipo de disco pra deixar tocando sem se importar, que ele cumpre bem o papel de trilha pra preguiça. Pra segunda à noite, recomendo.

"Lost Causes": saudade dos 90.

sábado, 13 de julho de 2013

Campanha


Joe Goddard, cai fora do Hot Chip. Sério. Tu és o único com talento no meio desse quinteto. Teus singles solo e teu álbum com o 2 Bears são melhores do que as coisas que esse chip gelado tem lançado ultimamente. E as (poucas) faixas legais da banda, tenho certeza que são obra tua. Teu timbre elegante de voz é infinitamente melhor que esse chororô insuportável do Alexis Taylor. E além de cantar; tu produz, toca, compõe e tem um tino de pista afiado. Então pra que queimar teu filme? 


Olha esse single novo dos Chips, Dark & Stormy. Que tristeza. O que é essa faixa título? Indietrônica depressiva? E "Jelly Babies"? Qual é a necessidade daquele sax atonal e irritante lá no meio da música? Bom, nada supera a extravagante "Doctor". Aí, a maionese desanda de vez. Preguiçosa (no sentido pejorativo mesmo), tosca, sonolenta, pseudo-tropical.

Joe, vai por mim. Esquece o Hot Chip. Tu não precisa desses caras. Te tranca no estúdio pra gravar house music redondinha como a do teu single mais recente, e vai ser feliz.

"Dark & Stormy": sem luz no fim do túnel.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Pós Qualquer Coisa


Cheiro forte de Arcade Fire no som do Post War Years, especialmente na faixa-título de seu novo EP, The Bell.

 
"Boing" e "Ghosts" enveredam pelo caminho do indie rock de batidas frenéticas de gente como Two Door Cinema Club, e "Pigeon" talvez seja o que hoje é conhecido como post-rock: torta, sem estrutura definida, experimental. Um saco, resumindo. Bom, fora a legalzinha "The Bell", a melhor coisa do EP é descobrir por tabela o ótimo remix do Everything Everything pra essa faixa. Aí sim:
 

The Bell (Everything Everything remix) by Post War Years

domingo, 2 de setembro de 2012

Dia do Indie

 

Quando as palavras "indie" e "eletrônica" unem-se pra identificar o tipo de som de determinado artista, minha sobrancelha esquerda levanta involuntariamente em sinal de desconfiança. Entrar nessa onda - que deve ter alguém tipo o Stereolab como precursor - pode ser uma ótima desculpa pra justificar falta de intimidade com os instrumentos e explicar um som que aprecia New Order e sintetizadores vintage ou curte funk e jazz de boa cepa mas não despreza artistas cult experimentais tipo Can e Neu!.
 
 
Pois o Beat Connection (nome extraído de uma faixa do LCD Soundsystem) pode bater no peito e assumir o rótulo indietrônica, para o bem. Só que em seu álbum de estréia The Palace Garden, há um tratado de não-agressão na música. Esqueça experimentalismos egoístas de gente que faz arte e deixa a música de lado. As 12 canções aqui fluem com uma leveza e sensibilidade pop encantadoras, num som que passeia de mãos dadas com Postal Service e Toro Y Moi. A dupla (agora quarteto) de Seattle fez um disco inteiro de melodias acolhedoras e apoia-se na eletrônica não como uma bengala, mas como um elemento fundamental nas composições. Basta ouvir o belíssimo trabalho instrumental já na segunda faixa ("Palace Garden, 4 Am"), com sintetizadores bem colocados, linha de baixo empolgante e refrão ensolarado. E as lições de bom gosto continuam com as baterias eletrônicas fornecendo a base dançante de "Saola", a melancolia contida entre palmas e guitarras discretas de "Invisible Cities" e os vocais pequenininhos de Chelsey Scheffe quase soterrados pelos sintetizadores de "Think Feel" (numa imaginária conexão direta com o Other Two, projeto paralelo de Stephen Morris e Gillian Gilbert do New Order). E o Beat Connection ainda é eclético o suficiente pra compor canções cheirando à ares baleáricos, numa levada despretensiosa emoldurada por violões, cowbells e vocais em falsete na ótima "Other Side of the Sky", subverter a italo-disco, tocada em slow motion na instrumental "Trap House" e encerrar com a mistura perfeita de disco music e indie rock de "En Route". Depois do promissor EP Surf Noir de 2010, The Palace Garden é um debut com poucas arestas para aparar, de uma banda que é uma das boas surpresas desse ano. Não perca.

"Palace Garden, 4 Am": encantadora.
 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Warm Chip

Eles não são a cara do Devo?
Peraí, peraí... calma lá que o disco novo do Hot Chip não é isso tudo. Já li por aí que In Our Heads é o disco do ano (isso que só estamos na metade dele) e dizer que essa afirmação é um baita exagero é chover no molhado.
Vitral na cabeça.
É ruim? Não chega a tanto. Particularmente, achei um álbum razoável - mesmo que na minha obnubilada visão, a banda londrina continue com os mesmos defeitos crônicos: vocais anasalados, um ou outro timbre de gosto duvidoso e falta de tesão em algumas faixas com cara de pista de dança. De In Our Heads, acho que "How Do You Do" funcionou muito bem, com seu baixo engrenado e teclados inofensivos. "These Chains" também se sai OK; bem construída, batucada dance, vozes disfarçadas em um tom mais baixo e refrão harmonicamente impecável. Diria ainda que "Flutes" (com côro infantil e tudo) é charmosa e agradável em toda sua simplicidade techno e "Look At Where We Are" é uma baladinha indie bem simpática. O resto eu torci muito (o nariz). "Night and Day" (o primeiro single do álbum) é a dance track mais sem graça da carreira do Hot Chip: o refrão é irritante, os sintetizadores são simplórios e a letra se sai com o trecho "do I look like a rapper?". Não, não parece. Mais duas baladas insossas ("Now There Is Nothing" e "Always Been Your Love") e outras quatro canções com jeitão de papel de parede indietrônico completam o mediano In Our Heads. Nota 5, que pro Hot Chip, tá na média.

"Night and Day": vai dizer que você curtiu esse refrão?


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

1 X 4 = 1


 Está por sair o novo do multi-platinado Snow Patrol, Fallen Empires.

Em Setembro passado, os irlandeses soltaram o single Called Out in the Dark como aperitivo. Acabou rolando também um EP com mais três faixas (totalmente dispensáveis). Fique somente com a faixa título e descarte o resto sem dó. "Called Out in the Dark" - a canção - é um roquezinho salpicado com doses homeopáticas de eletrônica e com uma letra tipo levanta-estádio ("É como se não conseguíssemos nos segurar / Pois não sabemos ir mais devagar / Fomos chamados para as ruas / Fomos chamados para a cidade"). E considerando que hoje é sexta-feira e a faixa tem essa bateria com o chimbau numa levada disco, é perfeitamente justificável dançar ao som de "Called Out in the Dark". Remixes também são bem-vindos.

"Called Out in the Dark": coreografia mais legal desde "Dança da Manivela" do Asa de Águia.

domingo, 23 de outubro de 2011

Neon Lights


O mexicano Alan Palomo se deu ao luxo de ir pra Finlândia gravar em quatro semanas na geladeira chamada Helsinki seu mais recente álbum como Neon Indian, Era Extraña (lançado em Setembro).


Eleito muso chillwave em sua estréia de 2009 (Psychic Chasms) pela intelligentsia musical nos quatro cantos do planeta, Palomo retorna com um álbum que substitui os samplers do trabalho anterior por texturas sintéticas distorcidas e climão de eletrônica lo-fi, estranhamente nostálgica (no sentido desconfortável da palavra). Toro Y Moi já abandonou esse barco em favor de beats mais safados e maior clareza na produção no seu último EP, e acertou na mosca. Já o Neon Indian fica encoberto pela própria sombra projetada a partir de Era Extraña: entre canções extremamente simplórias como o single "Polish Girl", rocks chapados ("Hex Girlfriend", "The Blindside Kiss") e trips lisérgicas baseadas em execuções contínuas das notas de um mesmo acorde ("Future Sick"), o disco cansa na primeira audição - um pouco por culpa desses vocais extenuados por filtros do início ao fim do álbum. O principal defeito do disco, no entanto, é algo que me parece vir da presunção de Palomo em fazer música do jeito que os seus parcos 23 anos lhe dão na telha, amparado por gente que levantou o polegar pra tudo que ele já fez até agora. Mas ele já fez algo que realmente te instigasse? Comigo ainda não aconteceu.

"Polish Girl": como (tentar) fazer um riff de sintetizador funcionar na marra.