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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Melhores do Ano - Músicas (#02: White Lies)


O trio londrino White Lies já experimentou o gostinho do sucesso logo de cara: seu debut To Lose My Life... foi direto pro primeiro lugar à época do lançamento (Janeiro de 2009). Em Outubro do ano passado, a banda jogou no mercado o quarto álbum, Friends e, se não teve um desempenho comercial tão bom em relação aos outros três discos, ao menos os encontra já com uma boa base de fãs, do tipo que lotou todos os lugares por onde o grupo se apresentou em sua recente turnê europeia. O White Lies ainda é uma banda mediana no cenário pop/rock, possivelmente porque ainda não gravou um disco realmente consistente. Em Friends, apesar dos bons momentos, falta homogeneidade e coesão entre as dez canções - coisa que um produtor do nível de um Nigel Godrich ou Flood talvez pudesse resolver (Friends foi produzido pelo próprio trio). Há momentos, entretanto, em que a banda prova que tem um potencial gigantesco. Coisas como "Is My Love Enough?", uma pérola de rock eletrônico que parece pegar o bastão justamente onde o Simple Minds largou (o álbum New Gold Dream [81–82–83–84], de 1982). Pop musculoso, com sintetizadores cirurgicamente colocados, refrão poderoso e que - apesar de toda capacidade de se tornar um hit em potencial - nem single foi. Como eu disse, tá só faltando um produtor.

domingo, 25 de agosto de 2013

Post-Punk De Arena


Big TV (o terceiro disco do White Lies) é rock vigoroso que chupa os ossos do pós-punk, mas compensa com refrões empolgantes e instrumental impecável, cobrindo as composições altamente melódicas com um manto grandiloquente de sintetizadores. Confirma e credencia o trio londrino à um lugar ao lado de Interpol e Editors como um dos melhores álbuns lançados do nem-tão-recente-assim post-punk revival.



Plágio, pastiche, uma das maiores enganações de 2013? Besteira. Provavelmente o White Lies já tomou a posição que o Killers ocupava (só o do primeiro disco), e retoma a sonoridade que em algum lugar dos 80 já serviu de set pra festa gótica, de Echo & The Bunnymen à Gene Loves Jezebel.

Admito que depois de ouvir a ótima "Getting Even", nunca foi tão bom ser enganado desse jeito.

"Getting Even": post-punk de arena.