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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

I'm Wicked and I'm Lazy


Trabalhar com o francês Philippe Zdar (metade do Cassius) na produção, tem refletido claramente no som apresentado nos três singles que o Franz Ferdinand já antecipou em relação ao novo álbum do grupo, que sai agora, no comecinho de Fevereiro. "Always Ascending" (também nome do disco), "Feel The Love Go" e agora "Lazy Boy" (no ar desde a semana passada, dia 25), tem em comum linhas de baixo robustas, guitarras funkeadas, uso farto da eletrônica e alto teor de dançabilidade. Os três aperitivos desceram redondinho, vamos ver o prato principal.

"Lazy Boy": "Ohh, I'm wicked and I'm lazy..."   

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Dance Ferdinand


 Sensacional o novo single dos escoceses do Franz Ferdinand, "Feel The Love Go". Com uma relação estreita com as pistas de dança desde sempre, a banda de Alex Kapranos retorna com uma faixa na medida para os clubes menos cafonas: com uma introdução de sintetizadores elásticos, a canção explode em guitarras, hi-hats disco e um refrão memorável em menos de um minuto, pra encerrar com um solo de saxofone eufórico, que beira o improviso. A música vai estar em Always Ascending, novo álbum do grupo, que sai em 9 de Fevereiro


"Feel The Love Go": energia, eletrônica e saxofone.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Idiossincrasia Coletiva


A mais recente compilação da série Late Night Tales saiu no meio de Setembro e traz a curadoria dos escoceses do Franz Ferdinand. O ecletismo da seleção era esperado - já que inclui faixas sugeridas pelos quatro membros da banda - mas o negócio ficou tão diversificado que tem indie, funk, krautrock, northern soul, reggae, ambient e outros rótulos que só dificultam a nossa vida. A despeito da disparidade, o disco é sensacional.

Vários nomes que gostei, mas nunca tinha ouvido falar: o folk lindo de R. Stevie Moore ("I'm Only Sleeping"), a psicodelia easy listening do The West Coast Pop Art Experimental Band ("Eighteen Is Over The Hill"), o indie de vocais falados da obscuridade Life Without Buildings ("New Town") e a melhor do pacote: o impressionante soul de Carrie Cleveland, "Love Will Set You Free".



Aí, dos medalhões temos o kraut do Can, estranhamente digerível em "Connection", o groove cabeçudo de Ian Dury ("Reasons To Be Cheerful Part 3"), o funk eletrônico do Zapp ("More Bounce To The Ounce"), o reggae envenenado "Disco Devil" (do bruxo Lee "Scratch" Perry), o manifesto anti-drogas (brilhantemente musicado) "King Heroin", de James Brown e a desolação futurista do Boards Of Canada, na gélida "Reach For The Dead". Rola até Paul McCartney e Serge Gainsbourg. Não dá pra se queixar de falta de diversidade. As escolhas do Franz Ferdinand formam o melhor volume do Late Night Tales, de todos que ouvi até agora: abrangente, de bom gosto e altamente didático.