Não é dance, não é eletrônico, mas tem Peter Hook no novo single do duo francês de garage rock The Limiñanas. Já basta pra aparecer aqui no blog. Hooky solta suas palhetadas lânguidas de baixo em meio a na-na-nas viajandões e sininhos psicodélicos - nada muito animador, mas é sempre bom ouvir esse som peculiar das quatro cordas grossas tocadas na altura do joelho pelo ex-baixista do New Order.
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domingo, 28 de fevereiro de 2016
Captain Hooky
terça-feira, 7 de maio de 2013
(The Rest Of) New Order
Pra mim, o New Order morreu mesmo quando decidiu retornar aos palcos em 2011 sem Peter
Hook.
Lost Sirens, lançado no começo do ano, não deixa de ser um álbum de inéditas - pela contagem da discografia, seria o nono - mas ao mesmo tempo não passa de um disco de sobras de Waiting for the Sirens' Call, lançado em 2005. Das oito faixas, a única exceção é "I Told You So", que já havia aparecido em forma de dancehall cibernético no disco anterior, mas que aqui é embalada por cítaras e bateria tribal na versão "Crazy World Mix". No geral, é um álbum tão mediano quanto foi o New Order dos anos 2000, com teclados e programações sem muita imaginação e canções pop apenas OK. Tem uma pegadinha roqueira em "Californian Grass" e "Hellbent", mas dance alternativa demais pra virar hit de pista ("Shake It Up", "Sugarcane"). Os momentos que compensam estão na levada típicamente New Order da bela "I'll Stay With You" e na invernal "Recoil". E já que a banda teve a cara de pau de fazer shows sem Hook (OK, alguns foram por uma causa pretensamente beneficente), que pelo menos tenha a decência de não lançar mais nenhum material inédito usando o nome New Order sem o baixista original, sob o risco de virar autoparódia.
"I'll Stay With You": aquele baixo palhetado...
"I'll Stay With You": aquele baixo palhetado...
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Happy Birthday To... Peter Hook
Canastrão, bon vivant, galhofeiro e um patcha baixista. O britânico Peter Hook (nome verdadeiro: Peter Woodhead) já passou por duas bandas essenciais (Joy Division e New Order), montou alguns projetos fuleiros (Revenge) e outros bem interessantes (Monaco), entre discotecagens que são uma picaretagem só e participações especiais - produzindo ou tocando - com bandas que vão de Stone Roses à Inspiral Carpets. Sua marca indelével no pop é o inconfundível baixo palhetado e melódico (tocado de preferência na altura dos joelhos) que já emoldurou hits que nem cabem nesse espaço. Saiu do New Order em 2007 e, honestamente, o restante dos membros deveria se envergonhar de fazer shows usando o nome da banda. Por que o New Order não faz absolutamente nenhum sentido sem esse cidadão. 57 anos hoje, Mr. Hook. Bola pra frente.
Monaco, "What Do You Want From Me?": um dos melhores momentos de Hook fora do New Order.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Três é Demais?
Três baixistas numa banda parece coisa de conversa de boteco depois de tomar todas, certo? Certo. O Freebass surgiu exatamente assim, segundo Peter Hook (Joy Division, New Order). O projeto tem ainda Andy Rourke (Smiths) e Mani (Stone Roses, Primal Scream). "A razão pela qual decidimos fazer foi porque todos riram da nossa cara quando surgiu a idéia. Então pensei, 'Que se danem! Nós vamos mostrar-lhes'", justifica Hook. Após lançar em Março o EP "Two Worlds Collide" que contava com três vocalistas convidados (Tim Burgess do Charlatans entre eles), o Freebass colocou à venda dia 24 de Abril o álbum "It's A Beautiful Life", no site FAC51 The Haçienda, todo com vocais do semi-desconhecido Gary Briggs. E, por mais estranho que possa parecer a idéia de três baixos, o disco presta. E melhor ainda: não lembra nenhuma ex-banda de algum integrante. Com teclados e programações bem discretinhas e sem virtuosismo exibicionista nenhum nas quatro cordas, "It's A Beautiful Life" pega leve num britpop inofensivo, bom de ouvir com seus refrãos pop, e que só arrisca algo pra mostrar o poder de fogo dos contra-baixos no dub "Stalingrad", com solos de escaleta e tudo. O baixo palhetado inconfundível de Peter Hook e o belo falsete de Briggs no refrão aparecem na ótima "The God Machine", talvez a melhor canção do disco. E "Secrets And Lies" condensa perfeitamente a idéia de Hook sobre três baixos na mesma música: "Mani faz a parte mais grave, Andy no meio e eu toco um pouco mais agudo... funciona muito bem!"
Nota: 6.5
Pra quem gosta de: Stereophonics, britpop, bandas com formações não convencionais.
Links: MySpace, Site, Facebook, Twitter.
"The God Machine", FreeBass:
Nota: 6.5
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"The God Machine", FreeBass:
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