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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Boring Creations


Pouquíssima inspiração no mais recente EP do meio chefão da Hot Creations, Jamie Jones (que, curiosamente, saiu pelo selo Cajual Records, de Chicago). This Way EP foi lançado somente em versão digital e divide-se em três faixas de tech house bem ordinário. A faixa título tem um riff de sintetizador que não faria feio num disco do 2 Unlimited. "Baloo" é dance genérica, house de linha de montagem tipo Jay Lumen. A soporífera "Ikki" é pra causar debandada geral na pista, mesmo. O próximo, Jones.
This Way EP: tudo errado.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

ISO 9000


O galês Jamie Jones - parceiro de Lee Foss na administração de um dos mais apreciáveis selos de dance da atualidade, o Hot Creations - acabou de lançar EP novo.

 Chama-se Planets, Spaceships, e traz quatro faixas de tech-house minimalista, enxuto, de grooves mecânicos e enxertos vocais lascivos (a faixa título tem participação de Daniela Caldellas, do duo brasileiro de eletrônica Digitaria). Jones tem a manha admirável de colocar cada barulhinho no lugar certo, e monta suas faixas como um esqueleto em que a espinha dorsal é a linha de baixo com a frequência beirando os 20 Hertz. Hot Creations, padrão ISO 9000.

"Planets, Spaceships": maquininhas sensualizando.

domingo, 24 de novembro de 2013

Hot House


Como alguns times que eu conheço, o Hot Natured - no papel - tem uma baita escalação. Trata-se dos DJs e produtores Lee Foss e Jamie Jones (donos do ótimo selo Hot Creations) mais o vocalista Ali Love e Luca C, do Infinity Ink.


O Hot Natured vinha lançando singles e EPs desde 2009, até debutar com o álbum Different Sides Of The Sun, em Setembro. A house de baixo impacto presente nas 15 faixas não desmerece o disco.

Pode pular a abertura "Operate", que não é lá muito empolgante com seus teclados ambient e um fator decisivo pra esse lançamento não manter a altitude de cruzeiro: os vocais enjoativos de Ali Love. Já "Isis" (com o figuraça Egyptian Lover) engrena a primeira das muitas linhas de baixo sedutoras de Different Sides Of The Sun. "Reverse Skydiving" tem os vocais relaxantes de Anabel Englund. A voz da cantora americana casou tão bem com a house de timbres macios da faixa, que felizmente ela canta em outras duas: na linda disco espacial "Mercury Rising" e em "Emerald City" (com um loop que me lembrou "Buffalo Stance", da Neneh Cherry).

Dá até pra descontar o tom quase esganiçado de Ali Love com bases tão eficientes quanto "Forward Motion" e na vibe Frankie Knuckles de "Tightrope" (hit-hats cristalinos, percussão discreta e teclados cirurgicamente encaixados). O melhor momento do cantor britânico é na voluptosa "Planet Us", uma das melhores canções do disco. Aqui ouvimos um Love desplugado, que baixa o tom e arrisca (e se dá muito bem) no refrão em falsete.

Foss e Jones diversificam as ações com os tons cinza dos sintetizadores de "People Change" (com vocais de Cedric Gasaida, do Azari & III) e nos timbres de piano elétrico da deep charmosa "Alternate State" (vocais reconhecíveis à distância de Róisín Murphy).

Different Sides Of The Sun não foi feito exclusivamente para os membros inferiores. O Hot Natured conseguiu deixar a mistura no ponto exato entre curtir no sofá ou levantar pra dançar. Em ambas as formas de apreciação, o disco cumpre o que a escalação do projeto prometia.  

"Planet Us": chill house.