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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Sexta Feira Bagaceira: Julio Iglesias


Se até os Rolling Stones embarcaram na onda disco, por que não Julio Iglesias? Se Mi Lasci, Non Vale é um single do ex-goleiro do Real Madrid, de 1976. Por que o cantor espanhol resolveu gravar em italiano? Boa pergunta. Não saco nada da biografia dele. As discotecas italianas eram mais animadas que as espanholas? Medo da rejeição dos espanhóis contra sua própria música pop? Vai saber. Iglesias já gravou em 14 idiomas, que diferença faz? Sei que "Se Mi Lasci, Non Vale" tem um arranjo que esbanja cafonice em cada corda de violino, o que não anula seu potencial de pista. Hit certeiro em casamentos, experiência própria.

"Se Mi Lasci, Non Vale": Iglesias tomando um pé na bunda.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Sexta Feira Bagaceira: Locomía

 
Olha, isso é muito ruim. Gosto do pianinho e do baixo. Todo o resto - todo mesmo, dos vocais ao visual - é lamentável. Essa "Locomía" tocou até dizer chega em 1990. Sei lá. Tô envergonhado.

"Locomía": Disco Ibiza Loco Mia.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Sexta Feira Bagaceira: Ivan


Eu sabia. Em algum lugar no meio dos anos 80 eu molequinho tinha que aguentar o gosto musical da minha irmã mais velha, adolescente. Leia-se uma idolatria que beirava o fanatismo por boy bands do naipe do porto-riquenho Menudo ou nosso genérico Dominó, recém montado pelo empresário, apresentador e picareta Antônio Augusto de Moraes Liberato, o Gugu. O debut do Dominó, autointitulado (assim como os próximos cinco álbuns do grupo, ó a criatividade) veio em 1985, com 10 faixas: todas eram versões em tupiniquês de hits estrangeiros. Importante lembrar que noções como criatividade e originalidade passam completamente em branco por garotas hipnotizadas pelo sex appeal de guris abusando de micoreografias constrangedoras. Microfones em punho e um cuidado especial na dublagem em programas de auditório, renderam à Dominó - o disco - seis singles, e para o grupo, boa exposição na mídia, dor de cabeça para muitos pais e choro descontrolado por parte das pré-púberes. Bom, nada disso importa, na verdade. Fato é que uma faixa desse vinil me chamava atenção, do alto dos meus dez anos de idade. "Parece Até Novela" era diferente. Igual, mas diferente, entende? A temática não fugia da mesma baboseira infanto-juvenil encontrada nas outras nove canções, mas o instrumental era estranho. Eu não conseguia entender bem que som era aquele. Onde estavam as guitarras? Porque o baixo não soava como um baixo? E aquele riff ordinário de acordeom, perdido no meio de tantos violinos? Eram sintetizadores, Carlinhos.



Foi, talvez, meu primeiro contato consciente com teclados e caixas de ritmo (era assim que as drum machines apareciam descritas nos encartes dos álbuns de grupos nacionais da época). Algum tempo depois, minhas suspeitas se confirmaram: aquela melodia e aquela base me pareciam legais demais pra sair da cabeça de um produtor mais preocupado com o número de pessoas a atingir do que com a música em si. A faixa original pertencia a um tal Ivan, nascido em Madri, nome verdadeiro Juan Carlos Ramos Vaquero. Antes de cair no limbo, Ivan estourou em 1984 com o single "Fotonovela": incríveis seis milhões de cópias vendidas, mesmo com letra em espanhol. Synths de inspiração ítalo-disco, roupagem technopop, romantismo de plástico e um mullet invejável fizeram Ivan aparecer em todos os lugares entre 84 e 85. Ganhou um bom troco e hoje mora em Miami. Parece até novela.

"Fotonovela": curti o baixo desse Korg aí.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Sexta-Feira


Despretensioso e festeiro, mas também ordinário e grudento. Seja como for, "Loca People" do DJ e produtor espanhol Isaac Mahmood Noell (o Sak Noel) cabe numa sexta-feira acima de 0,6 gramas de álcool por litro de sangue. A voz rouca da dinamarquesa Esthera Sarita me lembra a não menos bagaceira Sandra Gillette. E gosto do jeito que ela fala "fuck". É só isso.

WTF?