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sábado, 13 de julho de 2013

Campanha


Joe Goddard, cai fora do Hot Chip. Sério. Tu és o único com talento no meio desse quinteto. Teus singles solo e teu álbum com o 2 Bears são melhores do que as coisas que esse chip gelado tem lançado ultimamente. E as (poucas) faixas legais da banda, tenho certeza que são obra tua. Teu timbre elegante de voz é infinitamente melhor que esse chororô insuportável do Alexis Taylor. E além de cantar; tu produz, toca, compõe e tem um tino de pista afiado. Então pra que queimar teu filme? 


Olha esse single novo dos Chips, Dark & Stormy. Que tristeza. O que é essa faixa título? Indietrônica depressiva? E "Jelly Babies"? Qual é a necessidade daquele sax atonal e irritante lá no meio da música? Bom, nada supera a extravagante "Doctor". Aí, a maionese desanda de vez. Preguiçosa (no sentido pejorativo mesmo), tosca, sonolenta, pseudo-tropical.

Joe, vai por mim. Esquece o Hot Chip. Tu não precisa desses caras. Te tranca no estúdio pra gravar house music redondinha como a do teu single mais recente, e vai ser feliz.

"Dark & Stormy": sem luz no fim do túnel.

sábado, 6 de julho de 2013

Goddard Solo


Joe Goddard é o vocalista aceitável do Hot Chip. O insuportável chama-se Alexis Taylor. Produtor exímio, Goddard volta a se concentrar nas ideias que não cabem no electropop de sua banda titular, nem da reserva (The 2 Bears).


O EP Taking Over saiu no finalzinho de Junho e traz quatro faixas que reafirmam o talento deste simpático britânico de tecido adiposo deveras desenvolvido.

Meus ouvidos decretaram empate técnico no quesito "melhor música do EP". Não consegui decidir entre a lenha queimando com vontade já na abertura com "Step Together", ou a deep "She Burns".

"Step Together" foi realizada em parceria com o DJ e produtor (e um dos pioneiros da cena house alemã)
Boris Dlugosch. Tem um piano que soa realmente como piano e não como um Casio Tone Bank, o vocal contido de Goddard, firulinhas agradáveis de sintetizador e uma programação de bateria simples e eficiente.


Já "She Burns" é mais gostosa de ouvir, em parte pelos vocais dedicados da desconhecida (pra mim)
Marla Carlyle. Baixo carregado de reverb e teclados que preenchem o ambiente no segundo plano servem de moldura pra boa voz da moça.


"Bassline '12" é um interessante exercício instrumental, com timbres de baterias eletrônicas de bolso e synths electro. O EP encerra com a faixa título meio indie/desolada, com sua guitarrinha tristonha e batida dançante que não instiga a levantar do sofá. Pra quem andou fazendo covers de Vampire Weekend e Joy Division recentemente, não é de se estranhar.