E esse cover dos noruegueses do Röyksopp para a gelada (sem trocadilhos) "Ice Machine" do Depeche Mode? Começa titubeante com os vocais de Susanne Sundfør, mas à medida que a faixa vai avançando, o gelo vai derretendo (ops!). Um ponto a mais pela idéia do rufar coletivo de tambores, o clima ganhou em dramaticidade. Originalmente lançada como lado B do primeiro single do Depeche ("Dreaming Of Me", de 1981), "Ice Machine" é obra do geniozinho Vince Clarke.
terça-feira, 9 de abril de 2013
Xerox Tech House
Criar parece não ser problema para o prolífico Jay Lumen. O negócio é que suas idéias tem variado minimamente nos últimos singles e a quantidade de lançamentos não tem refletido na qualidade do material.
Em Spin Like Fire, o húngaro não conseguiu nenhum gancho bom o suficiente pra tornar as três faixas identificáveis e dissociar dos trabalhos recentes (apesar do tech house competente e grooveado). Tem problema não. Semana que vem ele aparece com algo novo.
"Spin Like Fire": Lumen começa a se repetir.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Segunda Class: Charles Bradley
Charles Bradley tem 64 anos, mas sua carreira, pouco mais de dez. Começou um trabalho às escondidas no final dos 90, como sósia de James Brown em pequenos clubes do Brooklyn, sob o nome Black Velvet. Numa dessas apresentações, foi descoberto por Gabriel Roth, co-fundador da Daptone Records - especializada em funk e soul sessentista. A Daptone gravou oito singles de Bradley até seu debut No Time For Dreaming, de 2011 e lança agora seu segundo álbum, Victim Of Love. O vozeirão de Bradley impressiona mesmo. Chega quase ao exagero na entrega visceral da faixa-título e no blues lânguido "Crying In The Chapel", mas é perfeitamente admissível dentro do contexto. Arranjos reluzentes, backing vocais amenizando o registro áspero de Bradley e composições que passam longe do mero pastiche, Victim Of Love é um senhor disco de soul music. Possivelmente o melhor do gênero do ano. Não é pouca coisa.
"Strictly Reserved For You": The Screaming Eagle of Soul.
domingo, 7 de abril de 2013
Tentando Ser Legal
Queridinho dos indies, o Phoenix passou dois anos gravando seu quinto álbum. O sucessor do exitoso Wolfgang Amadeus Phoenix (2009) sai oficialmente dia 22 de Abril.
Conforme a banda vinha anunciando, o novo trabalho pretendia lixar o verniz pop do disco anterior em favor de canções mais experimentais. Missão cumprida. Bankrupt! é chato que dói. Nada daquele descompromisso e frescor juvenil de “Lisztomania" ou "1901". Nos momentos menos dolorosos, os franceses soam como genéricos do naipe do Two Door Cinema Club em canções insossas com "Entertainment" ou "SOS In Bel Air", e quando imprimem uma certa seriedade (ou experimentalismo, como eles prometeram) às canções, saem coisas como os penosos sete minutos da faixa-título ou a sonolenta "Bourgeois". O disco ameaça entrar em combustão na batida "When Doves Cry" de "The Real Thing" ou no ótimo riff de guitarra de "Trying To Be Cool" (título sugestivo), mas duas boas faixas no meio de um álbum ruim não salvam Bankrupt!. Esse Phoenix precisa renascer.
"Trying To Be Cool": oásis.
sábado, 6 de abril de 2013
House Subterrânea
Que a melhor dance music encontrável desde sempre está longe dos holofotes você sabe, então a música sem rosto que brota de singles como este só reforça a tese. Lançado em Janeiro pelo selo francês My Love Is Underground, MLIU14 traz quatro faixas de house clássica com nomes tão desconhecidos quanto interessantes. Tem desde a pegada Chicago com vocais blueseiros do Seven Grand Housing Authority em "Jessica (It Feels Alright)", passando pela deep house do produtor americano Jay Brown e seu Groove Victim em "GSP Groove" até os misteriosos samples de voz que aparecem em "1995" de Zare. A melhor da leva é a primeira faixa, "MoTP", do produtor Henri Fontaine e seu projeto Inner Sense. Um piano ensandecido, um sax incisivo e uma linha de baixo galopante bastam pra colocar um sorriso no rosto durante seis minutos.
"MoTP", do Inner Sense. Quem?
Assinar:
Postagens (Atom)






