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quarta-feira, 7 de abril de 2021

Pool 9.0

 


Sexta-Feira, 16 de Abril, às 22:00 horas, estreio na Pool FM de São Paulo, com o programa Pool 9.0: é a Dance Music dos anos 90 em todas as suas tendências e focado mais na relevância, influência e pioneirismo da imensurável quantidade de gêneros e subgêneros da música pra dançar desta década do que propriamente no fato delas terem sido sucesso ou não - não que hits eventualmente não apareçam, mas programas de flashback com as figurinhas fáceis do gênero (e só isso) há aos montes por aí. Já didatismo, ecletismo e informação, são qualidades raras na Frequência Modulada ou nas Web Radios. Serão duas edições por semana: sexta, 22:00 horas e sábado 21:00, sempre com dois programas inéditos. Se puder, não perca: acesse poolfm.com.br

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Sexta Feira Bagaceira: Anything Box


Um mix ralinho de New Order (fase Factory) e indie pop tristonho, com letras especialmente mal feitas e um visual constrangedor. Esse é o californiano Anything Box. Comprei o álbum Peace (1990) por causa do semi hit "Living In Oblivion", mas hoje não tenho paciência de ouvir. É ruim demais. A xerocada na banda de Barney Sumner é óbvia (ouça "When We Lie" e "Kiss Of Love" e comprove), mas o Anything Box chegou nesse som com pelo menos cinco anos de atraso em relação ao outro lado do Atlântico. Soa defasado pacas. E piegas. Estranhamente cultuado em alguns países da América do Sul (vez ou outra rola um live modesto por aqui), o Anything Box ainda está na ativa - provavelmente vivendo de um passado onde disputava um lugar no segundo escalão com gente como When In RomeCause & Effect.

"Living In Oblivion": o título diz tudo.

domingo, 28 de setembro de 2014

Read and Translate


Sem as facilidades de uma então inimaginável internet, nos 80 era complicado descobrir quem eram os alvos do discurso revoltadinho dos Sex Pistols ou se "Lucy In The Sky With Diamonds" fazia, realmente, alguma menção ao LSD. A não ser que você tivesse tido a manha de ter feito intercâmbio ou, sabe-se lá como, sacasse o suficiente de inglês pra entender o que seu artista favorito esbravejava. Pois aproveitando o momento econômico favorável (Plano Cruzado, 1986), a editora Abril achou um nicho no mercado pra uma revista com fotos e... Letras Traduzidas. Não sei exatamente até que ano ela durou - provavelmente, início dos 90 - mas tive várias edições. Curiosamente, artistas nacionais que cantavam em inglês também apareceram em suas páginas. Foi o caso da dupla technopop Tek Noir, com duas faixas de seu debut, Alternative (lançado em 1990): "Beat The Rhythm" e "Drawings Of Sorrow". Sobre as letras, nada de mais. Mas as músicas me fazem reiterar o que penso desde que ouvi o Tek Noir pela primeira vez: é, disparado, o melhor projeto synthpop que este país já viu.





segunda-feira, 10 de março de 2014

Voxless


Você acorda certo dia com um riff clássico de sintetizador na cabeça. Aí, você procura pela versão instrumental da música, e constata que ela simplesmente não existe. O que fazer?

Aí que alguém que atende pelo pseudônimo de vdublu909 criou um canal no Youtube pra divulgar seu trampo: versões sem vocais de clássicos synthpop e new wave dos 80 e comecinho dos 90. Usando softwares virtuais, vdublu, em alguns casos, beirou a perfeição. Extremamente complicado soar como os sintetizadores daquela época, mas o cara conseguiu. Dá uma ligada na recriação dos timbres de "Sweet Dreams", do Eurythmics:



Tem muito mais na página de vdublu909: Yazoo, Bronski Beat, Pet Shop Boys, Laura Branigan... um negócio profissa. Boa diversão, recomendo.

sábado, 9 de novembro de 2013

Glue & Knife


Achei tão curioso e interessante que resolvi dedicar um post pro assunto: trata-se do DJ e produtor Iraí Campos - no comecinho dos 90 - ensinando como se faz um remix, usando Gillette e fita adesiva. Que Sound Forge o quê, isso aqui é que é diversão.