Mostrando postagens com marcador Adamski. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Adamski. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Dubwood


Adrian Sherwood, mais de 30 anos pavimentando a ponte que liga Kingston à Londres através do dub, acaba de lançar disco novo.
 
 
Survival & Resistance é apenas o quarto álbum de Sherwood, incluindo aí uma colaboração com o lendário Lee "Scratch" Perry (Dub Setter, 2009).  Mas isso não significa falta de inspiração ou preguiça, o fato é que esse respeitável britânico de 54 anos também está a frente de um dos selos-chave do gênero (o On-U Sound) além de produzir e remixar gente tão diversa quanto Primal Scream, Depeche Mode, Asian Dub Foundation e Sinéad O'Connor. Survival & Resistance é um sopro de inventividade nessa ramificação do reggae tão maltratada ultimamente como o dub. Tem participações ilustres, como Adamski e o nosso subestimado Guilherme Arantes (na bossa-dub "Starship Bahia"). Bacana alguém de fora e de tamanha relevância como Sherwood gravar com um músico de primeira como Arantes, aqui visto por muita gente como não mais do que um sub-Phil Collins verde-amarelo.
 
"Starship Bahia": bon voyage.


sexta-feira, 1 de junho de 2012

A Procura Do Riff Perfeito


Mesmo caindo num certo ostracismo durante a ressaca pós-boom acid house (movimento que ele próprio ajudou a cimentar), o britânico Adam Paul Tinley nunca parou de gravar. Tentou se reinventar no início dos 2000 sob um novo pseudônimo (Adam Sky), lançou singles de pouquíssima repercussão, virou DJ residente do já extinto clube londrino Nag Nag Nag e retomou a carreira como Adamski, nome que lhe deu até agora seu único número um na Inglaterra ("Killer", com vocais do então desconhecido Seal).


I Like It é seu single mais recente, acabou de sair pelo selo Continental Records. E olha, Adamski não perdeu o jeito pra coisa. A faixa-título insiste num riff derretido de sintetizador, emenda com pianinhos ítalo, chamadas pra pista ("Don't stop, let your body rock!") e baixão disco. Já o B-Side "Wot Happened To U" é tão eficiente quanto, só que ao invés do teclado, Adamski funkeia nas seis cordas e ergue um paredão instrumental house de quem conhece o riscado. Recomendável para qualquer pista imbuída de diversão.

Esquisitão e performático: é o Adamski de sempre.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Sem Selo

Volte 23 anos no tempo nesse vídeo gravado numa danceteria de Liverpool pra presenciar a house brucutu, ainda instrumental e em estado embrionário do que viria a se tornar o mega hit "Killer" de Adamski. Com adição de letra e voz de Seal, o single chegou a número 1 na Inglaterra em Maio de 1990 (lá ficando por mais de quatro semanas) e vendeu mais de 400 mil cópias. Ainda bem que pra versão com vocais, Adam Tinley não mudou uma só nota desse bassline simplesmente inacreditável. Juro por Deus que fico arrepiado cada vez que ouço a molecada gritar com qualquer martelada nos synths de Adamski.

"Killer": melhor sem os vocais de Seal.