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terça-feira, 29 de julho de 2014

Back To The Jungle


Depois do inacreditável Timeless, álbum de Goldie de 1995, o ótimo debut de Roni Size & Reprazent, New Forms (1997), poderia finalmente ter levado o drum'n'bass para as massas, mas não foi bem isso que aconteceu. Singles inventivos e com cheiro de novidade apareceram esporadicamente. O que acabou ganhando o mainstream foi o mix duvidoso de rock e industrial dos australianos do Pendulum (Hold Your Colour, 2005) e a salada indigesta do Chase & Status. Rudimental e seu belíssimo Home, do ano passado, foi uma exceção que chegou ao topo da parada britânica apoiada num trabalho consistente. Influência óbvia para o grime e o dubstep, o drum'n'bass nunca parou de produzir e revelar artistas interessantes em sua constante mutação - embora com bem menos popularidade do que na segunda metade da década de 90.

Sem disco novo desde 2004, Size bota as manguinhas de fora e promete pra Agosto Take Kontrol, sem os MCs e cantoras do Reprazent. Deve ser por isso que "Final Day" - faixa que estreou dias atrás no programa de Annie Mac, da Radio 1 - soe tão diferente da quebradeira cirúrgica dos clássicos New Forms e In the Møde. "Final Day" aproxima-se do pop (refrão, levadinha de violão), mas mantém a pegada da batida num nível frenético. Flautinhas decoram o ambiente, mas essa distorção clichê e excessiva dos sintetizadores, arranha a melodia. Estou curioso pra ouvir o disco inteiro. Fiquei com um pé atrás depois de "Final Day".

"Final Day": desconfiômetro ativado.

sábado, 12 de outubro de 2013

As Próximas Horas Serão Muito Boas

Pearce e Knuckles: ótimo bate-papo.
Sério: reserve duas horas do seu escasso tempo pra isso, por que vale muito a pena. Trata-se do especial que a rádio BBC 6 fez com o mítico DJ e produtor Frankie Knuckles, em Maio de 2011. É um bate-papo que flui animado, onde Knuckles fala ao DJ e apresentador britânico Dave Pearce sobre seus primórdios na discotecagem e na produção de faixas históricas, como "Your Love" e "The Whistle Song". Se você tem um inglês apenas aceitável (como o meu, nível básico de cinco semestres do Wizard), dá pra sacar de boa o que rola nessa conversa. E tudo isso regado com uma trilha que não merece nenhum outro adjetivo que não seja espetacular. As faixas escolhidas apresentam cronologicamente bases importantes da house music e vão até o comecinho dos 90, com produções memoráveis de Knuckles. Além de descobrir várias fontes de samples - não sabia que "It's a Shame (My Sister)", da rapper Monie Love tinha a guitarra e o refrão chupados da "It's a Shame" do Spinners, por exemplo - a seleção traz coisas como MFSB ("Love Is The Message") e uma sensacional do Peech Boys que eu não conhecia ("Don’t Make Me Wait").

Larry Levan e Ron Hardy já se foram, então aproveite que Frankie Knuckles - um dos caras que estava na gênese dessa história toda - ainda está por aí, na ativa.

Tracklist aqui. O programa, no player abaixo.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

OMD no Jools


O OMD tocou ao vivo no Later... with Jools Holland hoje. É a primeira vez da banda no programa (que é apresentado desde 1992, na BBC). Foram três faixas - com a formação original - e uma entrevista. Abaixo, o clássico "Enola Gay", impecável.