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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Novas Manobras Eletrônicas


Em 2018 o Orchestral Manoeuvres in the Dark completa 40 anos e por enquanto o grupo prepara o terreno para o lançamento de seu décimo terceiro álbum, The Punishment of Luxury, programado para Setembro. Reduzido ao duo - que sempre foi a espinha dorsal da banda - Paul Humphreys e Andy McCluskey, eles acabaram de lançar o segundo single que precede o álbum (o homônimo "The Punishment of Luxury"). O primeiro, "Isotype", saiu em Maio:

"Isotype":



Tanto a faixa título quanto "Isotype" equilibram-se entre o eletrônico e o pop; nem tão ousadas quanto as faixas do absurdamente criativo Dazzle Ships (1983), nem tão escorregadias quanto as canções do fraco Universal, de 1996.

"The Punishment of Luxury":



Em comunicado a imprensa, McCluskey disse que "... neste álbum, conseguimos fazer coisas lindas com ruídos e padrões repetitivos..." e é mais ou menos isso que se ouve nos dois singles e especialmente em "La Mitrailleuse" (bem mais experimental), outra faixa que o OMD liberou para audição há dois meses.

"La Mitrailleuse":



A banda começa amanhã (28/07) a turnê de divulgação de The Punishment of Luxury, primeiro pelas Américas do Norte e Central, depois Europa, estendendo-se, a princípio, com datas até Dezembro.  



quarta-feira, 29 de maio de 2013

OMD no Jools


O OMD tocou ao vivo no Later... with Jools Holland hoje. É a primeira vez da banda no programa (que é apresentado desde 1992, na BBC). Foram três faixas - com a formação original - e uma entrevista. Abaixo, o clássico "Enola Gay", impecável.

terça-feira, 21 de maio de 2013

A Encruzilhada


É um dilema que deve acompanhar Andy McCluskey (baixo, vocais) e Paul Humphreys (teclados, vocais) desde o fim dos anos 80, sempre que a dupla senta pra conversar sobre um novo álbum do Orchestral Manoeuvres In The Dark: o que fazer? Chutar o balde, radicalizar, tentar algo fora dos padrões ou jogar pelo regulamento que consagrou o technopop do grupo inglês?  


Em seu décimo segundo álbum de material original, o OMD optou pelas duas vias. Claro que English Electric nem chega perto do harakiri comercial praticado em 1983, quando a banda descobriu o sampler e o levou às últimas consequências no espetacular Dazzle Ships - uma incompreendida colagem de ruído industrial, transmissões radiofônicas, sintetizadores e vocoders, que causou rejeição categórica da crítica e afastou boa parte dos admiradores do bem sucedido disco anterior, Architecture & Morality. Mas este mesmo Dazzle Ships respinga em English Electric em algo além da arte da capa de ambos ter a autoria do gênio Peter Saville: nas vozes sintetizadas e sobrepostas e nos bips eletrônicos de "Please Remain Seated", "Decimal" e "Atomic Ranch", fica bem claro - embora McCluskey afirme que a referência para a estrutura vocal dessas faixas não esteja no próprio OMD, e sim na ópera Einstein on the Beach, de Philip Glass (de 1975). Se o Kraftwerk era assumidamente homenageado pelo OMD em Dazzle Ships (os vocais da faixa "Genetic Engineering" são uma óbvia alusão à "Computer World", dos alemães), em English Electric é "Metroland" que reproduz o arpejo hipnótico de "Europe Endless" e depois repete a dose mais lentamente em "Kissing The Machine" (a robôzinho apaixonada da faixa é Claudia Brücken, vocalista do Propaganda). O outro caminho percorrido pelo OMD leva à canções pop eletrônicas com bons ganchos de sintetizador, onde o afetuoso coração das máquinas bate devagar ("Night Café" e "Stay With Me"), ou acelera com a linha de baixo galopante de "Dresden". O OMD ainda mostra que sabe exatamente em que ano está (aqueles synths derretidos de "The Future Will Be Silent") e encerra o álbum com uma bossa futurista ("Final Song", com sample dos vocais de "Lonely House", da cantora de jazz Abbey Lincoln).

É preguiça mental ficar comparando este trabalho à obras anteriores do próprio OMD, ou à artistas como o Kraftwerk? De certa forma, é. Primeiro, porque McCluskey e Humphreys estão realmente se apoiando em coisas que já fizeram no passado, mas as idéias, hoje, são completamente diferentes. Então não dá pra acusar a banda de cópia ou autoplágio simplesmente por executar sua música da mesma forma que há 30 anos atrás. Ou, como disse Ralf Hütter quando perguntado se ele se sentia confortável pelo mainstream ter adotado seus métodos: "Como poderíamos mudar agora? Gastamos vinte anos neste tipo de trabalho. Não podemos dizer amanhã que o negócio é voltar a usar violões." Sabe tudo.

"Dresden": synthetic pop song.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Manobras Orquestrais na Obscuridade

Andy McCluskey e Paul Humphreys, juntos desde 1978 (com uma parada entre 1996 e 2006) em torno do pioneirismo synthpop do Orchestral Manoeuvres in the Dark, estão aí de novo. English Electric é o álbum do duo a ser lançado esse ano. O primeiro single, "Metroland", sai oficialmente em 25 de Março e já deu as caras na página da banda no Youtube. A base sintética engrenada e o côro facilmente encontrável em outras canções do OMD geraram algumas comparações com "Europe Endless", do Kraftwerk. Inspiração sim, cópia jamais.