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segunda-feira, 10 de julho de 2017

MahMiami


Depois do sensacional debut autointitulado, lançado em Maio do ano passado, a carioca Marcela Vale equilibra-se entre uma agenda cheia de shows e tempo pra gravar seu novo EP (que sai ainda em 2017), agora pela major Universal Music. A primeira faixa do trabalho, "Imagem", acabou de sair. No som, sai o synthpop oitentista e entra um Miami Bass relax, salpicado por timbres do clássico sintetizador Yamaha DX7 - o primeiro synth digital realmente bem sucedido da história, fabricado pela companhia japonesa entre 1983 e 1989. Quer dizer, se é um DX7 ou se é um synth virtual, eu realmente não sei, mas que a música é legal, é.

"Imagem": mais de seiscentas mil visualizações em menos de uma semana.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Sexta Feira Bagaceira: DeFalla


Os gaúchos do DeFalla mudaram mais vezes de formação ou de sonoridade desde seu aparecimento, em 1985? Difícil dizer. A banda já arriscou com hard rock, funk, hip-hop, heavy metal, big beat, hardcore melódico, miami bass... e devo estar esquecendo muita coisa. Tendo sempre o inquieto Edu K na linha de frente (exceto quando o vocalista saiu em carreira solo em 1995 e foi substituído por Tonho Crocco, no álbum Top Hits), o DeFalla perseguiu um hit em escala realmente abrangente por quinze anos, até que - surfando nos respingos do então ascendente funk carioca - "Popozuda Rock 'n' Roll" caiu nas graças da molecada. É uma faixa divertida, dançante e com um riff de guitarra que parece ter sido tocado por Angus Young. Os fãs xiitas torceram o nariz, mas era tarde demais: a música estava em todas as rádios e TVs do Brasil em 2000.

Depois da flopada do single "Boy Lixo", trap de Edu K lançado no final do ano passado, o DeFalla já planeja disco novo ainda pra 2015. Impossível saber pra onde a banda vai se jogar.

"Popozuda Rock 'n' Roll": riff seco na batida do Miami pancadão.

terça-feira, 20 de março de 2012

Alma Funk



Charlie "Cnyce" Levine e Eli "Elyte" Goldstein tem o boogie no sangue. Prova disso é EFUNK, recém-lançado debut da dupla de Boston . 


Pensou em "Electronic Funk", hã? Pois é, eu também. E se fosse esse o significado, tudo bem, já que tem muito de electro oitentista ("Let It Go") e Miami Bass ("Trouble Trouble Trouble") no disco. Mas, segundo o duo, EFUNK quer dizer  "Everybody's Freaky Under Nature's Kingdom". Beleza, porque o clima aqui é de festerê regado a George Clinton, 2 In A Room, soul de plástico ("Ecstacy" e a ótima "Take It Slow"), freestyle, Roland TR-808, música latina ("Clapping Song") e house ("Need Your Lovin"). Recomendo que você diminua a intensidade dos graves antes de ouvir os baixos cabulosos de "Lets Groove On" e "Islands In Space Part 1", são os dois momentos do álbum onde as baixas frequências ficam doidinhas pra estourar seus alto-falantes. Apesar de rolar uma vibe "Cantaloupe Island" na inspirada "Islands In Space Part 2", o foco de EFUNK é heroicamente mantido na pista de dança com a competente requentada sonora do Soul Clap (a releitura do clássico electro de 1986 "The Alezby Inn" do produtor Egyptian Lover é um bom exemplo). Bela estréia.