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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Ode Ao Barulho


 Acabei de ouvir o novo do incensado Fuck Buttons, Slow Focus (o lançamento oficial é 22 de Julho). A capa do terceiro álbum dos britânicos Andrew Hung e Benjamin John Power é essa biju aí abaixo.


 Eu já imaginava como seria, mas resolvi arriscar. Preconceito não é comigo. Seria burrice não tirar um tempinho pra escutar o que potencialmente poderia ser um dos discos do ano, já que muita gente jogou Tarot Sport - o álbum anterior da dupla - em várias listas de melhores de 2009. Não rolou. Falta de paciência minha? Pode ser. Mas não vou ouvir de novo pra eliminar essa dúvida. O duo de Bristol dividiu 52 minutos em sete ataques carregados de dissonâncias, arpejos, minimalismo, distorção, desordem, caos, ou, se você preferir, em algo que chamam de drone - que pode ser definido atualmente como o fim da linha que divide eletrônica experimental e post-rock (esse rótulo é o máximo). É o equivalente sonoro da sua máquina de lavar centrifugando com o pé quebrado. La Monte Young deve estar às gargalhadas.

Slow Focus, inteiro no Youtube. Te propõe?

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Pós Qualquer Coisa


Cheiro forte de Arcade Fire no som do Post War Years, especialmente na faixa-título de seu novo EP, The Bell.

 
"Boing" e "Ghosts" enveredam pelo caminho do indie rock de batidas frenéticas de gente como Two Door Cinema Club, e "Pigeon" talvez seja o que hoje é conhecido como post-rock: torta, sem estrutura definida, experimental. Um saco, resumindo. Bom, fora a legalzinha "The Bell", a melhor coisa do EP é descobrir por tabela o ótimo remix do Everything Everything pra essa faixa. Aí sim:
 

The Bell (Everything Everything remix) by Post War Years

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

No Doubt


Duvido que alguém compre um CD do Animal Collective e ponha pras visitas escutarem na sala. Duvido que alguém ponha o CD do Animal Collective pras visitas escutarem na sala - e todos que gostarem do que estão ouvindo - não estejam sob efeito de alguma substância entorpecente. Duvido que alguém que diga que o Animal Collective é sua banda preferida não esteja fazendo isso só pra parecer cool. Duvido que alguém que seja cool goste realmente de Animal Collective. Duvido que alguém entenda as letras do Animal Collective. Duvido que o próprio Animal Collective entenda as suas letras. Duvido que exista hoje em dia alguma banda pseudo-experimental e neo-psicodélica mais chata e inaudível que o Animal Collective.

 
Tudo isso em Centipede Hz, novo álbum do Animal Collective.

"Today's Supernatural": paciência, muita paciência.