quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Melhores do Ano - Músicas (#18: Leon Vynehall)


O DJ e produtor britânico Leon Vynehall foi um dos nomes mais hypados do mundinho dance em 2016. Seu segundo álbum Rojus (Designed To Dance) fervilha boas ideias, numa house orgânica e percussivamente brilhante. Faixas como essa ótima "Blush" (com um lindo riff de violinos disco) são fáceis de encontrar em meio as oito desse disco, que, se não tem nenhum single memorável assim, de cara, mostra uma coesão do tipo que não te faz querer pular nenhuma música.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Melhores do Ano - Músicas (#19: Crystal Castles)


Quatro anos sem gravar até o Crystal Castles aparecer em 2016 com material inédito e vocalista nova. Amnesty (I) não fica nada a dever pra quem achava que o projeto de Ethan Kath ruiria com a debandada da performática Alice Glass. Em "Concrete", especialmente, dá pra sacar que Edith Frances pegou o bastão onde Glass largou, disparando seus trinados quase ininteligíveis sobre a base furiosa de Kath. Um redemoinho de sintetizadores numa das melhores faixas do disco.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Melhores do Ano - Músicas (#20: Christina Aguilera Feat. Nile Rodgers)



Não parece haver muito o que comemorar num 2016 que levou tanta gente boa da música (David Bowie, Prince, Maurice White e George Michael, pra citar alguns). Com lacunas impreenchíveis, vida que segue.

Seleção deste ano fica com 20 faixas, apenas. Reflexo do pouco tempo que tive pro blog, provavelmente - porque música eu escutei como nunca. Ou como sempre.

#20: "Telepathy" > Christina Aguilera Feat. Nile Rodgers



Inclusa na trilha da série The Get Down (exibida no Netflix), "Telepathy" é uma sessão potente de pop e funk, com o competente e controlado vocal de Aguilera, metais à moda antiga e a mão direita abençoada de Nile Rodgers. Uma grande canção pop que periga ter passado batida em 2016, infelizmente.   

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Sexta Feira Bagaceira: Modern Talking


Thomas Anders (Bernd Weidung, na certidão) e Dieter Bohlen sempre carregaram a inevitável pecha de cafona. E, na real, o som era isso mesmo. Letras pueris, hits extremamente parecidos entre si, refrãos preguiçosos e vídeos risíveis de tão ingênuos. A música da primeira fase do Modern Talking (1984-1987) era um mix de disco (baixo com progressão de acordes do tipo "du-gu-du-gu-du-gu", backing vocais exagerados) e a vedete da época, o technopop. Mas deu muito certo, pelo menos comercialmente. Entre singles e álbuns, foram mais de 120 milhões de cópias espalhadas mundo afora. São os artistas germânicos que mais venderam na história.


Quando comecei a me interessar por música pop (entre 1988 e 1989), o som da dupla era figurinha carimbada nas FMs e nas danceterias. Era quase obrigatório tocar "Brother Louie" ou "Atlantis" pra levantar as pistas que eu frequentava. Acho que foi por isso que eles tem um cantinho especial na minha memória afetiva. E, sem pudor, admito que ouço (e gosto, fazer o quê?) de vez em quando o Modern Talking. Você também deve gostar de umas tranqueiras que pelamor... quem não?

"Atlantis (S.O.S. For Love)": inesquecível, para o bem ou para o mal.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Sexta Feira Bagaceira: Taco



Taco Ockerse nasceu na Indonésia, mas sua carreira engrenou na Alemanha. Ator, produtor, compositor, escritor e cantor, Taco montou sua primeira banda em 1979 (Taco's Bizz), mas assinou solo com a Polydor alemã em 1981.


Seu primeiro single saiu em 1982. "Puttin' On The Ritz" é um cover da canção gravada originalmente por Fred Astaire, em 1930. A idéia era ousada: transformar o swing orquestrado de Astaire num technopop dominado por teclados e baterias eletrônicas. E deu muito certo. Foram mais de um milhão de cópias vendidas somente nos Estados Unidos e a canção ainda entrou no Top 5 de diversos países.


O vocal de Taco - entre elegante e canastrão - casou magistralmente bem com a base sintética, lenta e venenosa. E como referência à Astaire, uma seqüência de sapateado ainda aparece no meio da faixa, entre guitarras funkeadas, percussão e várias amostras absolutamente criativas de timbres de sintetizador. Um single memorável, de um artista que se tornou um dos one hit wonders mais populares dos 80.

No Brasil, "Puttin' On The Ritz" saiu na trilha da novela Eu Prometo, exibida na Rede Globo entre 1983 e 1984.

"Taco": pioneiro do electro swing?