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sexta-feira, 5 de maio de 2017

Sexta Feira Bagaceira: Shakin' Stevens


Conheci o galês Shakin' Stevens (de batismo, Michael Barratt) no começo dos 80, com a esquisitona "Give Me Your Heart Tonight", incluída na trilha da novela Pão Pão, Beijo Beijo (1983). A canção é um bolerão pop dramático com um memorável (para o bem e para o mal) teclado com timbre de acordeom.

Apesar de ter começado no final dos 60, Stevens só foi deslanchar nos 80, mesmo, e cravou nada menos que 33 singles no Top 40 inglês em sua carreira (e foi solenemente ignorado nos Estados Unidos). Com um visual totalmente Elvis e uma pegada rock'n'roll (no sentido Neil Sedaka do termo), minha preferida deste, hããã, herói tardio do rockabilly britânico, é a cafoninha "You Drive Me Crazy": rebolativa, grudenta e divertida pacas.

"You Drive Me Crazy": pseudo neo Elvis.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Quarta do Sofá: Chris Isaak


Uma das guitarras mais libidinosas da história, "Wicked Game" é o primeiro e maior hit de Chris Isaak (só no mercado americano, o single de 1989 vendeu mais de 500 mil cópias). Com sobrancelhas arqueadas numas de canastrão tipo James Dean do rockabilly, Isaak contracena no belíssimo vídeo em preto e branco com a modelo dinamarquesa Helena Christensen, na época com 21 anos e mais bonita que a realidade.

"Wicked Game": "...nobody loves no one".

sábado, 14 de julho de 2012

Electrobilly


Não sei direito quem é o tal Luca Venezia, esse esquisitão aí que se esconde atrás da alcunha Drop The Lime, mas eu não andaria com ele no recreio. Como quase todo fã roxo de rockabilly, ele tem cara de psicopata. E o nova-iorquino nem é novo no riscado: grava desde 2003 e tem na pasta remixes para Armand Van Helden, Little Boots, Moby e Rex The Dog (pra citar alguns) e um segundo álbum fresquinho, Enter The Night. Como um Eddie Cochran congelado em 1960 e jogado nesse caótico 2012, Venezia funde sons que estão pegando atualmente (dubstep, minimal techno) com umas guitarras country & western envenenadas, resultando ora numa espécie de Billy Idol sem a cara de pau (em "Not The Only One"), ora num Johnny Cash furioso e transistorizado ("Darkness"). Pode ser que o som do Drop The Lime não engrene nos clubes, mas seria interessante ver a reação das pessoas à riffs como os de "Bandit Blues". Bem melhor que assistir à coreografias constrangedoras tipo "Poker Face".

Drop The Lime: ousadia nas pistas ou um canastrão bem intecionado?