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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Quarta do Sofá: Phil Collins


Os donos de motel serão eternamente gratos à Philip David Charles Collins. Músico, produtor, compositor e, hmmm... ator, Phil Collins é um dos maiores fornecedores de trilhas pro ritual de acasalamento de todos os tempos - solo, ou com o Genesis pós-Peter Gabriel.


 Faixas como o single "I Wish It Would Rain Down", de 1990, tem presença garantida no playlist adulto-contemporâneo das FMs mela-cueca por gerações. Melosa, exagerada, grandiosa - com coro gospel e tudo - a canção chegou ao sétimo lugar no paradão inglês, cimentando uma carreira que cravou 25 hits no Top 40, só na Inglaterra. Hitmaker nato. A guitarra é de um tal Eric Clapton.

Collins andou sofrendo com problemas de saúde por volta de 2010, o que o impedia de cantar e tocar bateria - tanto que anunciou seu afastamento da música no ano seguinte. Esperava-se que não voltasse mais, mas... em Outubro de 2016, ele anunciou a Not Dead Yet Tour, de título hilário e que chega ao Brasil esta semana para três shows (Rio, São Paulo e Porto Alegre), com a luxuosa abertura do Pretenders. Eu iria fácil, se minha vida não fosse um desastre financeiro.

"I Wish It Would Rain Down": hitaço.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Quarta do Sofá: Chris Isaak


Uma das guitarras mais libidinosas da história, "Wicked Game" é o primeiro e maior hit de Chris Isaak (só no mercado americano, o single de 1989 vendeu mais de 500 mil cópias). Com sobrancelhas arqueadas numas de canastrão tipo James Dean do rockabilly, Isaak contracena no belíssimo vídeo em preto e branco com a modelo dinamarquesa Helena Christensen, na época com 21 anos e mais bonita que a realidade.

"Wicked Game": "...nobody loves no one".

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Quarta do Sofá: Zucchero & Paul Young


Esses italianos. Apaixonados, passionais, exagerados... o carcamano Adelmo Fornaciari - nome artístico Zucchero - compôs e interpretou "Senza Una Donna" em 1987, e em 1991 decidiu chamar o multi-platinado Paul Young para regravá-la em inglês numa parceria que rendeu um hit nos lugares mais altos das charts de onze países europeus (ouro na França e Suécia). Aqui no Brasil, bastou entrar na trilha da novela Perigosas Peruas pra invadir as rádios pop e garantir execução eterna na frequência adulto-contemporânea.

"Senza Una Donna (Without a Woman)": sem mulher.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Quarta do Sofá: Kenny Rogers


Eyes That See in the Dark de Kenny Rogers foi lançado em 1983 e vendeu impressionantes 15 milhões de cópias. Não só pelo country de Rogers ser imensamente popular nos Estados Unidos, nem porque as baladas espalham quilos de açúcar pelo disco, mas principalmente porque por trás desse álbum tem a composição, produção e execução dos gênios pop do Bee Gees.

"You And I" é minha preferida. Foi escrita originalmente pelos Gibb para Marvin Gaye gravá-la como um R&B, mas acabou na voz semi-rouca de Kenny Rogers. Hit mundial. "Na-na-nas" como os desse backing aí não cabem mais na música atual. Você me entende.

"You And I": eu, você, nós dois.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Segunda Class: Agnetha Fältskog



Nunca aprendi a pronunciar o nome de Agnetha Fältskog. Uma das vocalistas desta instituição chamada ABBA (a outra era Anni-Frid Lyngstad), Agnetha não lançava um álbum de material original desde 1987. A é o quinto disco gravado em inglês pela cantora (os outros são em sueco), dos dez que ela totaliza solo.

Pule algumas faixas com excesso de sacarose ("The One Who Loves You Now", "Past Forever", "I Keep Them On the Floor Beside My Bed"), e sobram boas canções pop: baladas meia-luz evocando a candura de um Carpenters munido de baterias eletrônicas e produção apurada ("I Was a Flower", "Bubble"), ou um soft rock próximo da perfeição técnica do Fleetwood Mac ("I Should´ve Followed You Home", "Perfume In the Breeze"). Pra quebrar o gelo nórdico, ela ainda arrisca uma disco que não faria feio no catálogo de sua ex-banda ("Dance Your Pain Away").

O melhor de tudo, no entanto, é constatar que aos 63 anos, a voz de Agnetha Fältskog está inacreditavelmente intacta. Limpa e cristalina, como se fosse 1978. E pra começar a semana, A cai bem.

"Dance Your Pain Away": disco elegante.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Quarta do Sofá: Roxette



 Herdeiro direto da perfeição técnica direcionada ao single do ABBA, os também suecos do Roxette empilharam hits no final dos 80 e começo dos 90. A dupla vendeu mais de 60 milhões de discos em uma carreira que dura até hoje. Autores de alguns dos rocks mais canalhas dos 90 ("Joyride", "How Do You Do!", "Sleeping In My Car"), Marie Fredriksson (vocais) e Per Gessle (guitarra e vocais) se davam bem mesmo com as baladas açucaradas e, justiça seja feita, de refrões inesquecíveis.


"Queen Of Rain" é um single de 1992 e, para o padrão Roxette, nem teve um desempenho brilhante nas paradas. Mas como tudo que o duo lançava na época virava sucesso, as rádios martelaram por meses essa faixa extraída de Tourism, um álbum composto por lados B ao vivo e inéditas de estúdio. Uma tonelada de sintetizadores, violões dedilhados e um simpático oboé fazem de "Queen Of Rain" uma canção especialmente bonita.

"Queen Of Rain": Fredriksson afinada.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Para Baixo e Avante


Num passado recente, eu curtia o Keane. Deu pra pescar boas faixas de seus três álbuns: "Somewhere Only We Know", "Everybody's Changing", "This Is The Last Time"... E eles até tentaram perder um pouco daquela pecha de "fábrica de baladas existenciais grandiloqüentes" com singles sacolejantes como "Spiralling" e a surpreendente "Looking Back" (do bom EP Night Train, de 2010) com participação do rapper canadense K'Naan e sample do tema de Rocky, "Gonna Fly Now".


Tudo em vão. Eles retornam em 2012 com Strangeland e o primeiro verso do álbum diz "Fearfull child have faith in brighter days / Stay young till this darkness fades away". Aí fica difícil. Os dois singles lançados até agora mantém o nível de poesia por análise combinatória ("If I am a river, you are the ocean / Got the radio on, got the wheels in motion", de "Silenced by the Night") ou rimas metáforicas constrangedoras ("Something's crept in under our door / Silence soaking through the floor", de "Disconnected"). Some à essas letras arranjos de cordas melosos ("The Starting Line", "Black Rain"), rockinhos insossos ("On The Road", "Day Will Come") e canções tristes (no sentido de enfadonhas mesmo) como "Sea Fog" e "Watch How You Go", e pronto, lá vai o Keane descendo a ladeira. De novidade mesmo só a efetivação de Jesse Quin como baixista da banda, porque em Strangeland o Keane só repetiu fórmulas de uma maneira pior.

"Disconnected":  o Coldplay está em boa companhia.