quinta-feira, 3 de março de 2011

Em Fase de Transição


Rupert Parkes deu uma apavorada em 1997 com seu álbum Modus Operandi: drum'n'bass de texturas sombrias, baixos absurdos e batidas abstratas - uma espécie de jazz futurista, desconstruído e quebradaço. Três álbuns sem acontecer muita coisa depois, ele volta como Photek, o mais conhecido de seus projetos/pseudônimos num EP chamado Avalanche, lançado agora no final de Fevereiro. Mas esqueça o jungle marcial de suas primeiras gravações; aqui Parkes mergulha no dubstep e no deep house que provavelmente não vão fazer com que alguém lembre que isso é aquele Photek da década passada.

Versão de "Avalanche" ripada de rádio: Photek abraça o dubstep.




domingo, 27 de fevereiro de 2011

2010 Fechado Para Balanço - Parte 2: Álbuns

Você provavelmente nem lembra de alguns artistas da lista abaixo que apareceram recentemente (Hurts, Marina And The Diamonds, Miami Horror), imagina se vai lembrar dos discos. Bom, culpa da volatilidade dos tempos (ou seja, da Internet - se é pra escolher um bode expiatório). As coisas vem e vão com muita rapidez. E como seu HD já está empaturrado com as fotos em alta resolução das suas férias em Trancoso, pra que ficar ocupando espaço com discos do longínquo ano de 2010, se em 2011 vai aparecer muito mais coisa boa pra descartar? Bora.

The Suburbs
> Arcade Fire: Eles não perdem a mão, não tem jeito. Uma e outra chatinha, mas uma nota 8 pra um disco gravado no Século 21 é um acontecimento.  Swim > Caribou: Canadá e Austrália são o futuro do pop? Sei lá, mas Daniel Snaith encontrou o elo perdido entre ousadia e facilidade pop.
Crystal Castles > Crystal Castles: Posudos, esquisitos, junkies. Cabe tudo nessa dupla canadense. E o som atiça. Ô se atiça.
Plastic Beach > Gorillaz: Entupindo os créditos com "Featuring...", o esperto Damon Albarn garantiu o melhor álbum da ban... digo, projeto Gorillaz.
Happiness > Hurts: Olhares pro vazio, pompa, afetação e música boa. A receita do tecnopop como nós (os trintões) conhecemos está toda aqui.
The Family Jewels > Marina And The Diamonds: A melhor trilha sonora para a faxina da casa de 2010, disparado.
Heligoland > Massive Attack: O Massive de sempre é tudo que nós queremos. Nublado, tenso, enigmático.
Illumination > Miami Horror: House, rock, progressivo, synthpop... o esmerado trabalho de produção de Ben Plant é digno de um tapeceiro persa.
20Ten > Prince: Marrento é ele. E daí? Continua sublime. Sem enrolação, um disco de 10 faixas com 8 sensacionais. Pro Prince, é uma média no mínimo aceitável.
Oversteps > Autechre: Quando a gente pensa que não existem mais timbres inexplorados, surge esse milagre da eletrônica.


"Celestica" de Crystal Castles: eles sabem amaciar de vez em quando.




 

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Going Back To My Roots


All You Need Is Now, novo álbum dos veteranos do Duran Duran já está disponível para download no iTunes. Fisicamente, o disco sai só em fevereiro. Volta às raízes ou auto-plágio? Descubra na resenha publicada aqui no rraurl.

 A faixa-título também é o primeiro single extraído do disco:

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

2010 Fechado Para Balanço


2010 já era. Foi um ano - mais uma vez - com um caminhão de discos legais, comebacks fracassados e discos ruins aos montes também. Certamente não ouvi metade da metade dos álbuns que devem estar incluídos numa certa "unanimidade", ou em algo que pode se chamar de senso comum, entre várias listas que já começam a pipocar na rede. A primeira lista é de músicas que me fizeram ter vontade de apertar o repeat em 2010. Nos próximos posts, os discos e os vídeos. Eis:

10 Músicas:

1) “Beautiful Life” – Hurts > O vídeo apareceu em 2009, mas oficialmente, a faixa saiu esse ano. Synthpop no melhor sentido Pet Shop Boys do termo.

2) “Odessa” – Caribou > Daniel Snaith, o Hermeto Pascoal da música eletrônica.

3) “The Suburbs” – Arcade Fire > Melodia perfeita, gancho perfeito, pop perfeito.

4) “Stand Alone” – Artificial Intelligence > Dupla inglesa mostra que o Drum'n'Bass ainda tem muita lenha pra queimar.

5) “Shameless” – Groove Armada feat. Bryan Ferry > Bryan Ferry perdeu um pouco da elegância do timbre, mas continua classudo como sempre.

6) “Why Does The Wind?” – Tracey Thorn > De um disco que pouca gente ouviu em 2010, uma das mais climáticas. E pop.

7) “Celestica” – Crystal Castles > Emocionante, esquisito, tenso, nublado. E dançável.

8) “Beam Me Up” – Midnight Magic > Coletivo nova-iorquino numa faixa lançada esse ano, mas que soa como 1976.

9) “r ess” – Autechre > Timbres assustadores, batida desorientadora e relevância numa era em que poucos ainda arrancam alguma originalidade da tranqueira cibernética.

10) “Somebody New” – The Amplifetes > De olhos bem abertos nos próximos passos destes suecos: "Somebody New" mostrou que eles podem ir longe, bem longe.


"r ess", do Autechre: bela e enigmática.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Branco no Preto


Nascido nos Estados Unidos e criado nas Bermudas, Collie Buddz tem a manha. Rapeia com a voz e a ginga de um toaster jamaicano embalado por uma base rítmica vigorosa de baixos gordos e beats produzidos com uma só intenção: entortar sua coluna. Resenha completa no rraurl, acesse.

"Hustle", uma das pedradas de Collie Buddz: