Mostrando postagens com marcador dream pop. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dream pop. Mostrar todas as postagens

sábado, 2 de maio de 2015

Ascionthefloor


Heart Hides é o segundo EP do Ascio (o primeiro, Why Don't You, saiu ano passado), projeto solo de Lucio Morais (metade do Database). Clima baleárico levado por percussão, guitarra sutil e lindos arpejos de baixo, "Heart Hides" tem os vocais angelicais da australiana San Mei, o que colaborou pra deixar a faixa com todo jeito de dream pop pra pista de dança.

Quem explica melhor a música é o próprio Lucio:

Como rolou a colaboração de San Mei?
Já tinha ouvido alguns singles dela em um blog, dai quando rolou a parte instrumental da track, foi a primeira pessoa que pensei, mandei mensagem pra ela por facebook e ela topou, foi tudo bem rápido.

Há planos de algum 12" para a faixa?
Adoraria, talvez um pouco mais pra frente, enquanto isso tem as remixes que devem lançar na próxima segunda-feira, remixes de F82, L_cio e Since Now.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Wild Beasts


A melhor música do quarto álbum do quarteto inglês Wild Beasts (o bom e bastante elogiado Present Tense, que saiu em Fevereiro) acaba de ganhar vídeo. "Mecca" está programada pra sair como single oficialmente em 04 de Agosto e é uma bela amostra do indie rock/synthpop habilmente urdido pela banda. Atenção ao ótimo falsete do vocalista e multi instrumentista Hayden Thorpe. Qualquer semelhança com o Coldplay não é bem vinda. 

"Mecca": pode chamar de indietrônica? 

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Patrícios


Os portugueses Best Youth e Moullinex unem forças e soltam uma das faixas mais agradáveis do período. "In The Shade" tem os vocais juvenis de Catarina Salinas (que forma o Best Youth junto com Ed Rocha Gonçalves) e uma linha de baixo violenta de Luís Clara Gomes (Moullinex). E que baixo, amigo.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Segunda Class: Dubstar


O Dubstar - como o nome parece sugerir - não é uma banda de dub reggae. As investidas do trio de Newcastle consistem num synth bem pop, sonhador e melancólico. Prova disso foi seu maior hit, o single "Stars", lançado em 1995. Pra deixar bem clara a incômoda pecha de one hit wonder, uma compilação dos hits do grupo, de 2004, foi convenientemente chamada de Stars: The Best of Dubstar.


Em meados de 2002, a vocalista do grupo, Sarah Blackwood, abandonou o Dubstar pra montar junto com Kate Holmes o projeto Client. A dupla já lançou quatro álbuns e, acaba de soltar o quinto (Authority). O som do Client é mais ou menos o que se transformou o Ladytron dos últimos discos: pop eletrônico tecnicamente correto, bem produzido; mas sem brilho, sem boas canções pra fazer a diferença.

O Dubstar continua na ativa, e segundo Blackwood, vem disco novo por aí. Se conseguirem reeditar qualquer coisa parecida com o diamante "Stars", tá valendo. Produzida por um dos caras que ajudou a definir o technopop inglês dos 80 (o americano Stephen Hague), a faixa estourou numa época em que o mundo ainda estava se refazendo do susto causado por Dummy, do Portishead, e qualquer coisa com andamento lento, beats de rap e um clima dolorosamente bonito como o dessa música, levava o carimbo de trip-hop na hora. Um momento e tanto.

"Stars": dream pop.

terça-feira, 22 de março de 2011

Crônica da Decepção Anunciada


Honestamente, alguém esperava um disco bom do Human League? Eu também não. Então não me surpreendi com esse que é o nono álbum de material inédito da Liga de Sheffield. Aliás, a trupe de Philip Oakey virou uma banda de singles depois de Dare, o clássico de 1981. Esse sim vai ter lugar garantido em qualquer retrospectiva relevante dos 80, mas o que veio depois é digno de torção nasal coletiva. Que eu lembre, a última música bacana do Human League já tem mais de 20 anos ("Heart Like A Wheel", 1990). É pra ser comemorado o fato do grupo ainda estar na ativa pra matar a saudade dos fãs no palco, mas o material novo é, infelizmente, irrelevante. Oakey não perde o cacoete de cantar como se fosse um sindicalista berrando palavras de ordem, e isso é uma das coisas mais irritantes de Credo (tente ouvir "Privilege" inteira e comprove). A única faixa que ameça funcionar é "Never Let Me Go" (o segundo single) que musicalmente não é nada muito diferente do que a Ke$ha anda fazendo. "Night People", lançada em Novembro do ano passado, já era o prenúncio de que nós - fãs ardorosos de "Don't You Want Me" e "Love Action" - não deveríamos nos animar muito. Dito e feito.

"Never Let Me Go": longe das paradas.




segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Disco do Mês: Gypsy & The Cat


O Gypsy & The Cat é uma dupla de Melbourne, Austrália. Com pouco mais de um ano de vida, o duo formado por Xavier Bacash e Lionel Towers produziu o álbum de estréia chamado Gilgamesh em seu próprio estúdio e o levou para Londres para ser mixado à quatro mãos por David Fridmann (baixista do Mercury Rev e produtor de MGMT, Flaming Lips e Clap Your Hands Say Yeah) e Rich Costey (trabalhos com Muse, Franz Ferdinand e Glasvegas no currículo). O resultado é um pop deliciosamente onírico, de melodias tão lindas quanto pegajosas. Do soft rock setentista à eletrônica estratosférica do Air e com referências diretas aos momentos mais ensolarados de MGMT e Fleetwood Mac, o Gypsy & The Cat não despreza as pistas de dança ("The Piper's Song" tem remix do Aeroplane) e fez de Gilgamesh um disco gostoso de ouvir de ponta a ponta. Coisa rara hoje em dia.

"Jona Vark", um dos ótimos momentos do debut do Gypsy & The Cat: