Mostrando postagens com marcador Austrália. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Austrália. Mostrar todas as postagens

domingo, 27 de agosto de 2017

Expectativa e Realidade


Os australianos do Cut Copy acabaram de divulgar o segundo single do novo álbum Haiku From Zero, "Standing in the Middle of the Field". Pra você (como eu) que ficou mal acostumado com o alto nível do (synth)pop urdido pelo quarteto na boa estreia Bright Like Neon Love (2004) e, especialmente, no ótimo In Ghost Colours (2008) e viu a coisa desandar nos três álbuns seguintes, tenho que dizer que a nova música não lembra - nem de longe - aquele Cut Copy do começo da década passada. Percussiva e preguiçosa, "Standing in the Middle of the Field" arrasta-se por cinco minutos e meio de vocais sonolentos e instrumental sem inspiração. Decepcionante.

O single anterior, "Airborne", deu alguma esperança de que Haiku From Zero pudesse tirar o Cut Copy do estado de letargia em que a banda se encontra nos últimos anos: com sua guitarrinha funkeada, uma linha de baixo toda trabalhada no talento e vocais indie-verãozinho bem apreciáveis, ao menos é melhor que qualquer coisa que eles lançaram de 2011 pra cá.



O vocalista, tecladista e guitarrista Dan Whitford explicou em comunicado a imprensa que "...é a primeira vez que criamos um álbum com cada membro da banda em diferentes cidades em todo o mundo e durante seis semanas nos reunimos novamente no estúdio em Atlanta para fazer essas gravações. Para mim, provavelmente é a melhor destilação do que nossa banda representa, combinando nossa sensibilidade de produção de estúdio com a energia de nossas performances ao vivo. Eu não poderia estar mais feliz com a forma como acabou e estou realmente animado para os fãs ouvirem o próximo capítulo do Cut Copy." Quando li isso, lembrei na hora do que Martin Gore, do Depeche Mode, falou simultaneamente ao lançamento do clássico álbum Violator, de 1990: "Você tem de se lembrar de que nenhuma banda tem qualquer perspectiva sobre o disco que ela acabou de finalizar. Então podem muito bem sair dizendo que é o melhor que eles já fizeram." Sábias palavras.

Haiku From Zero tem nove faixas e o lançamento está programado para 22 de Setembro, pela gravadora nova-iorquina Astralwerks.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Jagwar Ma no Liquidificador

Cabou de sair um EP de remixes de "Uncertainty", uma das faixas do bom debut dos australianos Jagwar Ma, Howlin', lançado ano passado.


O grupo (que esteve no Brasil recentemente) joga Andrew Weatherall, Aphex Twin, dub, indie dance britânica da virada 80/90, psicodelia e eletrônica no mix e consegue se sair bem tanto na pista de dança quanto no fone de ouvido. Das quatro faixas, atenção especial à desconstrução dubstep do MssingNo e ao eficiente trabalho do Cut Copy.

Inteiro, pra ouvir, no Soundcloud:

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Aussie Hit

Sparro e Bloxsom: hit em potencial.
Não costumo acertar previsões. Ano passado, apostei minhas fichas numa track do JBAG ("Mogadisco"), porque aquilo me cheirava a hit fácil, uma house chicletosa que pegaria tão rápido quanto enjoaria. Bom, ziquei o negócio, por que não aconteceu nem uma coisa, nem outra: a música apareceu discreta em alguns sets mixados, numa coletânea da Kitsuné, e só.


Dessa vez vai ser diferente. Acontece que o produtor australiano Felix Bloxsom (Plastic Plates) chamou o figuraça (e conterrâneo) Sam Sparro pra cantar maravilhosamente num electropop que tem tudo pra estourar. Trata-se de "Stay In Love", um momento pop ímpar nesse começo de ano, vindo de um país que empilha bons nomes na cena dance/eletrônica atual: a Austrália.

Devo estar exageradamente empolgado, mas achei a música ótima. E se isso aqui não for hit massivo, não entendo mais nada.

"Stay In Love": vai pro trono?

Torto-da-Tasmânia


Alguém se atreve a classificar o som do australiano (mais precisamente, da ilha-estado da Tasmânia) Akouo?


Seu recém lançado single "Last Time" é um nó na cabeça dos carimbadores de rótulos. É radicalmente eletrônica, mas em que tag encaixar essa batida torta, esses teclados circulares e esse vocal lá no fundo na mixagem? "Last Time" é o primeiro aperitivo que sai do EP Mesa, a ser lançado.

Disponível para download gratuito, basta dar aquela curtida marota na página do Facetruque do artista.

"Last Time": de entortar o cangote.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Miami em Vídeo


Nunca ouvi falar do tal Cleopold, mas seus vocais duplicados casaram direitinho com o clima onírico/setentista de "Colours In The Sky", single lançado em Novembro do ano passado pelos australianos do Miami Horror (o segundo do novo álbum que deve sair ainda nesse semestre - a ótima "Real Slow" saiu em Setembro). A novidade é o vídeo, que estreou quinta feira passada (13) no Youtube e mantém o clima de nostalgia incômoda da faixa:

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Nova Do Miami


Tenho que admitir: tem que ter fôlego de maratonista queniano pra acompanhar a lista telefônica de lançamentos de dance/eletrônica que aparecem diariamente. E onde encontrar tempo pra filtrar isso tudo e jogar coisas dignas de nota no blog? Ou, mais desesperador ainda: onde encontrar tempo pra postar alguma coisa no blog? Ultimamente, tem sido bem complicado.  


Bom, depois eu penso nisso. Por enquanto, dá uma escutada nesse single novo do Miami Horror, "Real Slow". Saiu no começo de Setembro, mas só fui descobrir semana passada. A faixa precede o novo álbum do projeto do australiano Benjamin Plant, sucessor do excelente Illumination, de 2010, e que só deve ser lançado ano que vem. É uma prévia animadora: "Real Slow" é um electropop com um pianinho house e bleeps de techno antigo, mais os vocais sossegados de Sarah Chernoff.

"Real Slow": pra que ter pressa?

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Free Your MP3


Você que não pagou o mico de correr pra um dos seis lugares deste pequeno planeta pra ser "a primeira pessoa a ouvir o single novo do Cut Copy", conforme a banda prometia no release de "Free Your Mind", agora já pode fazê-lo no Soundcloud e no Youtube.

Vocais indie/largados, piano house, gospelzinho acontecendo lá no segundo plano.
Honestamente, não é nem sombra do que foi o Cut Copy de "Hearts On Fire" e "Future".


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Free Your Money


Tá afim de ouvir "Free Your Mind", a música nova do Cut Copy? Barbada. É só dispor de alguns trocados e seguir as instruções que recebi hoje por um e-mail promocional da banda. Simples, ó:

We put out a new track today. We'd like you to
have a listen.  

How to listen to "Free Your Mind"

1. Journey to one of the following locations :
(denoted by the green arrow on the map) 

Mexico City: 19.418546,-99.15799 
Detroit:  42.331225,-83.066366  
California Desert: 33.921089, -116.761205  

2. Open cutcopy.net
Make sure your Location Services and audio are on.
(how to do this on an iPhone or Android

3. Free Your Mind

Boa sorte.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Good News / Bad News


Boas e más notícias. A boa é que o Cut Copy lançou single novo. De uma maneira inusitada, diga-se. No Pitchfork Music Festival em Chicago, neste fim de semana, apenas 120 cópias foram prensadas durante o evento para distribuição aos fãs.


A má notícia é que a faixa "Let Me Show You" (o single não tem lado B) é fraquinha, um electropop de levada dançante, mas um tanto sem graça. Tomara que seja só a pior música do novo álbum dos australianos, programado pra Setembro. Depois do decepcionante Zonoscope, de 2011, o Cut Copy ainda parece bem longe daquela banda inspiradíssima dos dois primeiros discos (50% em Bright Like Neon Love de 2004 e 100% em In Ghost Colours de 2008). Mesmo com a qualidade sofrível do áudio, dá pra sacar como é a música no vídeo abaixo, do cara que ficou com a cópia número 73.

"Let Me Show You": sem empolgação.

terça-feira, 16 de julho de 2013

O Império Contra-Ataca


Reserva supera titular: o Empire Of The Sun é um projeto paralelo que ofuscou as bandas efetivas dos dois integrantes, Luke Steele (The Sleepy Jackson) e Nick Littlemore (Pnau). A união dos australianos rendeu dois álbuns, o bem sucedido Walking on a Dream (2008) e o recém lançado Ice on the Dune.


Se você curtiu o pop de sonhos do primeiro disco, não tem motivos pra se decepcionar com o segundo. O primeiro single, "Alive", assustou um pouco - o duo exagerou tanto no clima Caravana da Coragem que parece que são Ewoks nos backing vocals, não um coro de crianças.

Mas Ice on the Dune tem coisas bem melhores que isso. A incrível "Awakening" - com sua síntese Bee Gees/italo disco - por exemplo. É um refrão memorável (cantado com o falsete impressionante de Luke Steele) em cima de uma batida lenta, bleeps eletrônicos e foguetes sintetizados passando de um canal para outro. "I'll Be Around" fica sob as asas da chillwave com sua guitarrinha lânguida e vocais carregados de efeito. "Old Favours" tem um loop meio enjoado, mas com um remix pra aparar os excessos, pode funcionar bem na pista. "Disarm" é outra boa canção pop que merece atenção: capta o Empire Of The Sun flertando mais diretamente com o synthpop, base de boa parte do som do grupo. Finalmente, uma das melhores faixas do álbum, a magnífica "Celebrate", traz três minutos de pop eletrônico dançante, com produção ampla, sintetizadores luxuosos e uma mãozinha de Daniel Johns (Silverchair) na composição.

Sem cabecices, politizações ou experimentalismos, Ice on the Dune é rock eletrônico e dançável sem ranço oitentista, dos melhores da fértil safra australiana recente.

"Awakening": na minha listinha "Melhores Músicas 2013".

terça-feira, 11 de junho de 2013

Califórnia Australiana


Não sei se o Midnight Juggernauts ficou pilhado com a recente popularidade da neo-psychedelia dos seus conterrâneos do Tame Impala, mas a banda mergulhou de cabeça na efervescência colorida da California sessentista em Uncanny Valley, seu terceiro álbum a ser lançado oficialmente esta semana.


OK, eles sabem dosar a mistura. O trio vai equilibrando lisergia e eletrônica em porções homeopáticas, o que garante uma certa homogeneidade ao disco. "Melodiya" e "Streets of Babylon" celebram o passado recente da banda, com batidas dançantes e linhas de baixo enérgicas e grooveadas. "Sugar and Bullets" mantém o sacolejo eletrônico, mas os vocais são embebidos em éter e vão sumindo no ar junto com os teclados. "Systematic" é a mais orgânica e distorcida das dez faixas, com uma boa levada de baixo e bateria. Já a balada "Master of Gold" é o sinal de alerta da combinação chegando no limite: violões, percussão e efeitos de vento na planície quase colocam tudo a perder. Claro que nem tudo são flores (no cabelo). Quando os Juggernauts erram, saem coisas como a esquisitíssima "Another Land" (um synthpop de tons apocalípticos) ou a sinfonia de bolso "Memorium", com vocais sonolentos e instrumental indeciso.

O grande trunfo de Uncanny Valley é o single "Ballad of the War Machine", um momento de suprema inspiração dos australianos. Sob uma produção minuciosa, o grupo conseguiu juntar vocais flutuando entre bolhas coloridas, guitarras derretendo no ácido, uma batida lenta, sexy e funky, sintetizadores com timbragens de ARP e Moog e um enigmático jogo de palavras no refrão que diz “Godspeed, travel well / Lightning in a bottle cracks a spell / Godspeed, travel well / Fever through your body raising hell”, e que mesmo assim, gruda com espantosa facilidade no cérebro. Uma das músicas do ano. Espetacular.

"Ballad of the War Machine": Top 10 2013.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Australiahouse


Mais uma ótima novidade vinda da Austrália: o Adapt or Die é formado por Tony Mitolo (baterista de palco do Empire Of The Sun) e Alex Gooden (engenheiro de som do Pnau). Seu Dream Control EP sai oficialmente neste final de semana, mas o som já se espalha pela rede. "Dream Control" é uma house típica da virada dos 80 pros 90: bassline forte, percussão eletrônica altamente criativa, riff ganchudo de sintetizador e vocais picotados. "Diavola" concentra os efeitos na incrível maquininha Roland TB-303 e tem um sample bem discreto dos teclados de "Pacific State" do 808 State. É como estar numa rave na Inglaterra em 1989. Promete.

Back to the 90's:

domingo, 14 de outubro de 2012

The Pacific Age

 
Engraçado como o som do Presets parece estar sempre no limite em Pacifica, terceiro álbum da dupla australiana. "Youth in Trouble", primeiro single (lançado em Junho) e faixa que abre o disco, é assim. Uma turbina de sintetizadores chegando à aceleração máxima, mas sem decolar. Fica taxiando na pista, ganha terreno, acelera de novo. E, metáforas à parte, a pista é o melhor lugar pro Presets mesmo. Seu electropop de refrãos ganchudos e instrumental forte é um energético e tanto pra mexer o corpo, em doses moderadas ("Fall") ou mais intensas ("Surrender").
 
 
 Julian Hamilton (voz) e Kim Moyes (teclados) formam (sem conotação sexual), um belo casal. Os arranjos de Kim mantém domesticados os vocais por vezes extremos de Hamilton (em "Ghosts", por exemplo), com linhas de synths harmoniosos que fazem o contraponto perfeito para o esforço do vocalista. Em "It's Cool", é o contrário: Julian suaviza o ataque para a base sombria da canção. Pacifica dosa em medidas certas pop ("Promises"), audácia ("A.O.") e eletrônica sem concessões ("Push"), num dos lançamentos mais sólidos do ano no gênero. Não é à toa que Hamilton e Moyes aparecem algemados na capa.

"Youth In Trouble": melhor na pista.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Pop Song do Mês: Catcall

 
"Satellites", single da australiana Catcall (Catherine Kelleher) saiu em Outubro do ano passado, mas só fui conhecer umas semanas atrás porque ela está no playlist de uma rádio que ouço direto. Nunca é tarde. É uma (synth)pop song no formato clássico dos três minutos e meio que parece ter sido estudada à exaustão pra nada dar errado: vocais, ponte pro refrão, refrão, batida acessível, melodia, o violão em 02:20... uma maravilha. Mais dessas por favor, Ms. Kelleher.

"Satellites": na mosca.


terça-feira, 31 de julho de 2012

Essa Antena 1...


O charme dessa rádio em não divulgar o nome das músicas executadas acaba dando mais trabalho na hora de procurar pelas canções, mas o casal de irmãos australianos Angus & Julia Stone e sua delicada "Big Jet Plane" foi mais uma que eu consegui desvendar do playlist. Olha que coisa linda:

domingo, 22 de julho de 2012

Elton John Passa Por Cirurgia


Calma. Não foi nenhum procedimento médico (ou estético, como sugere a foto acima). Acontece que Sir Elton John reaparece em 2012 e engata uma parceria com os australianos do Pnau ("pinô"? Alguém sabe a pronúncia?) em Good Morning To The Night.


John entregou à Nick Littlemore e Peter Mayes as masters originais de algumas canções suas do período 1970/1976 e o resultado é um álbum de remixes irregular. Tem a euforia electro da faixa-título, tem o trompetinho simpático de "Sad", a dinâmica de reggae de "Black Icy Stare" e a disco "Phoenix", mas o resto me soa exageradamente melancólico. Nem tanto no bom pop de "Foreign Fields" e na extravagante "Karmatron", mas dolorosamente deprê em "Telegraph To The Afterlife" e em "Sixty". Se a moda pega, daqui a pouco teremos uma enxurrada de cantores pop sessentões desesperados por uma atualizada no seu som disponibilizando seu catálogo do século passado para moleques com ou sem talento jogarem na mesa de operações.

"Good Morning To The Night": e produzir música nova que preste nem pensar, né seu Reginaldo?


segunda-feira, 25 de julho de 2011

Entre Elfos e Cangurus



Os australianos do Pnau acabam de lançar seu quarto álbum, e já te adianto: é bem fraquinho. Se você depositava alguma esperança nessa dupla por enxergar neles um Tears For Fears ligeiramente houseificado, o argumento procede - porque o timbre de Nick Littlemore realmente lembra o vocalista das Tias Fofinhas, Roland Orzabal - e também porque o Pnau tem um certo gosto por melodias sintéticas brotadas de seus teclados oitentistas.


O grande problema em Soft Universe é esse clima Neverending Story que permeia o disco (na foto do duo com o unicórnio acima, dá pra entender), onde as melodias são de uma positividade irritante - é tudo tão up e ensolarado que cansa fácil. E os arranjos açucarados contribuem negativamente pra massa desandar na primeira audição. Com uma balada horrenda ("Glimpse"), uso abusivo de efeitos de voz (na apropriadamente chamada "Epic Fail") e um tema de encerramento que parece extraído de um musical chato da Broadway ("Waiting For You"), nada se destaca em Soft Universe. Fica a certeza de que o Miami Horror ainda é uma das coisas mais bacanas no campinho dance/pop que vieram da Austrália recentemente. Corre pro Illumination.

 "Unite Us": Nick Littlemore e Peter Mayes num mundo de fantasia.






segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Disco do Mês: Gypsy & The Cat


O Gypsy & The Cat é uma dupla de Melbourne, Austrália. Com pouco mais de um ano de vida, o duo formado por Xavier Bacash e Lionel Towers produziu o álbum de estréia chamado Gilgamesh em seu próprio estúdio e o levou para Londres para ser mixado à quatro mãos por David Fridmann (baixista do Mercury Rev e produtor de MGMT, Flaming Lips e Clap Your Hands Say Yeah) e Rich Costey (trabalhos com Muse, Franz Ferdinand e Glasvegas no currículo). O resultado é um pop deliciosamente onírico, de melodias tão lindas quanto pegajosas. Do soft rock setentista à eletrônica estratosférica do Air e com referências diretas aos momentos mais ensolarados de MGMT e Fleetwood Mac, o Gypsy & The Cat não despreza as pistas de dança ("The Piper's Song" tem remix do Aeroplane) e fez de Gilgamesh um disco gostoso de ouvir de ponta a ponta. Coisa rara hoje em dia.

"Jona Vark", um dos ótimos momentos do debut do Gypsy & The Cat:


quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Lições De Uma Plástica

Dessas dance tracks que a gente descobre quase sem querer e grudam por dias a fio. O Human Life é um trio de Los Angeles, Califórnia e "In It Together" - em sua versão original - é um electro pop houseado com um (ótimo) refrão de inspiração ítalo. A faixa de estréia da banda já tem mais de dez versões retrabalhadas por gente grande como o prolífico Kris Menace e seu remix electro-comportado. A visão de Jaymo & Andy Georges ("Moda Mix") é meio neurótica e cansativa, "Acid Girls Remix" distorce os vocais e faz rodar somente o trecho "in it together" em diferentes velocidades sem muita criatividade, mas que ao menos não apelou pro auto-tune e pros efeitos Atari como a versão do Louis La Roche. "Lazy Flow Going To Dutch Remix" ameaça transformar a música em hit de baile funk. A baleárica "Pelifics Remix" deixou tudo cheirando a Ibiza, "Moonchild Remix" conseguiu encaixar um bom baixo disco (e só), enquanto "Underhall Remix" deve fazer a festa dos admiradores dos esteróides anabolizantes nas raves tranceiras mundo afora. A surpresa aqui é o remix creditado aos australianos do Polygon Palace. A versão é tão, tão boa, que supera o original. A dupla de Melbourne potencializou as batidas, jogou synths mais enérgicos e deixou tudo num clima tão contagiante que até dá pra esquecer dos vocais que são algo muito, muito próximo do que era o falsete do Bono Vox fase "The Fly".

Versão original:



Plástica bem-sucedida pelos Pitanguis da Austrália, Polygon Palace:

domingo, 1 de agosto de 2010

Sem Síndrome de Peter Pan

Estes rabiscos simplistas aí à esquerda são a capa de "Where I'm Going", novo single dos australianos do Cut Copy. A música precede o álbum que está sendo gravado e deve ser lançado em Janeiro do ano que vem. A parte boa é que ela está disponível pra download gratuito no site do trio. A parte ruim é que parece que o Cut Copy está em franco processo de adultização do seu pop mezzo eletrônico mezzo indie. Em "Where I'm Going", a banda resolveu investir numa levada que o MGMT abandonou já no segundo disco, ou seja, uma espécie de neo-psicodelia não tão cabeçuda quanto um Syd Barrett e tão acessível quanto um The Who. Espero que o Cut Copy não perca o frescor de faixas como "Hearts On Fire" e "Far Away", ou corre o risco de entrar pro seleto grupo de malas sem alça que todo mundo se rasga de elogios mas ninguém aguenta ouvir mais de uma vez.

Nota: 4
Pra quem gosta de: The Presets, The Golden Filter, tecnopop
Links: site oficial, Twitter, MySpace, Facebook

"Where I'm Going":