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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Antropofagia Eletrônica


Vai tomando forma No Tourists, o sétimo álbum do ex-quarteto, atual trio britânico The Prodigy (o "dançarino" Leeroy Thornhill - que tinha uma função meio Bez na banda - caiu fora no longínquo 2000). Com lançamento programado para 2 de Novembro, o álbum já revelou dois singles: "Need Some1" (em Julho) e "Light Up The Sky" (no finalzinho de Setembro).

Encurralados musicalmente pelo próprio subgênero de eletrônica que os levou ao estrelato (o breakbeat), ambas as faixas pegam pesado na pancadaria e distorção e, no caso de "Light Up The Sky", as autorreferências estão bem nítidas (citações das já clássicas "Breathe" e "Smack My Bitch Up" são facilmente perceptíveis).

A despeito do Prodigy 2018 não trazer nada de novo, a banda garante que, ao menos, o som seja reconhecível à quilômetros de distância.


"Need Some1":



"Light Up The Sky":

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Sexta Feira Bagaceira: Headshop


Cria do produtor germânico Olaf Pozsgay, o Headshop foi um projeto de três singles lançados no período 1993 / 1995. "Xenomorph" está no debut 4 Sale!, semi-hit que não transcendeu as pistas nem chegou ao airplay significativo, mas fez um estrago considerável pelos clubes mundo afora, vinte anos atrás.

"Xenomorph" capta o hardcore techno num momento especialmente popular (1993). A base tensa sustenta a espetacular profusão de sintetizadores carregados de flanger, num beat lento, que dura até um minuto e meio. A partir daí, o BPM sobe alucinadamente e leva tudo por diante, e - incrível - é uma faixa irresistivelmente dançante, mesmo sem linha de baixo.

Imagine o céu se abrindo de ponta à ponta entre trovões ensurdecedores e relâmpagos cegantes.
"Xenomorph" é isso aí.
 "Xenomorph": marco do underground.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Marky 4.0


Dias atrás o paulistano Marco Antonio Silva - o DJ Marky - completou 40 anos de idade (e 23 de cabine). Pra relembrar sua trajetória, Marky mixou 78 faixas clássicas do seu case. Tem desde o soul/funk dos comecinho de carreira, passa por house e techno e chega no hardcore techno do início dos 90. O mix ameaça sair dos trilhos nesse ponto, porque a desconstrução rítmica é tamanha nesse período, que algumas músicas simplesmente não cumprem o principal objetivo de uma dance track: ser dançável. No finalzinho, Marky acerta a mão e faz um mini set de drum'n'bass (Omni Trio, E-Z Rollers, LTJ Bukem, Random Movement, Calibre), gênero adotado pelo DJ e que o levou ao estrelato. Vale ouvir: