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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Paul Jason Solo


Paul Jason Robb, produtor do technopop americano de segundo escalão (Red Flag, T42) e de bons nomes do freestyle (TKA, Noel), além do seu Information Society, tem um currículo interessante, mas eu mal sabia que ele tinha uma carreira solo. Vi dia desses que Robb acaba de lançar seu quarto (!) álbum, Impossible Piano, por seu próprio selo, HAKATAK International. O título é oportuno, porque a maioria das nove faixas aqui traz temas instrumentais que tem o piano tratado eletronicamente de modo a parecer realmente improvável a extração desses sons pela simples execução num Steinway & Sons da vida. Os efeitos (ecos, rufos, reverbs), reforçados pelas camas lúgubres de cordas que emolduram as composições, criam paisagens oníricas de placidez e serenidade, sensação potencializada pelo timbre abafado do piano, onipresente nos sons registrados no disco. A viagem de Robb fica no meio do caminho entre ambient e eletrônica, pendendo para um certo darkismo facilmente detectável em Impossible Piano. O surrado clichê que fala numa suposta "trilha sonora para um filme imaginário" é conveniente para tentar decodificar o trabalho. 

Se você acha o incensado Ambient 1: Music for Airports, de Brian Eno, um saco, fuja. Se quer um acompanhamento sonoro para noites de leitura, vinho e frio, é o que há.

Impossible Piano: todinho no Bandcamp.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Sexta Feira Bagaceira: Pianonegro


Roberto Zanetti. Nem sei quantas vezes esse nome já apareceu neste blog. Pudera. Produzindo, compondo e arranjando, o cara foi uma figurinha fácil na italo disco e eurodance do meio dos 80 e parte dos 90. Basta citar alguns nomes, de memória: Double You, Ice MC, Alexia, Corona. E os projetos solo? Savage, Raimunda Navarro... e Pianonegro.
 

O Pianonegro teve só dois singles na discografia: o autointitulado de 1990 e In Africa, de 1996. Mas o debut foi fantástico. Com um sampler na mão e uma idéia na cabeça, Zanetti fez o improvável: uniu a obscura disco-cucaracha "Jibaro" de Elkin & Nelson (1974), mais o funk "Jingo" do percussionista cubano Candido (1979), com a batida de "Keep On Movin'" do Soul II Soul. Pronto, hit instantâneo. Foi só dar uma bombada no groove e samplear um côro afro ritualesco que verbaliza uma letra ininteligível pra essa fusão dar certo. Ouvi, uns anos atrás, a versão original desses vocais, lembro que é uma gravação bem underground do começo dos 80, mas quem disse que eu recordo do nome? O interessante aqui é observar a criatividade de Zanetti ao juntar elementos tão díspares num hit bem esquisito para os padrões pop da época. Esse cântico hipnótico aliado à batida moderna grudou fácil na memória dos fãs de dance music e ganhou rapidamente o mainstream, tanto que essa faixa foi até trilha de novela aqui no Brasil (Meu Bem, Meu Mal, Globo) e frequentou tanto bailes black quanto as pistas do jet set. Democracia é isso.

"Pianonegro": maiabél o quê?

 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Poder Renovado


Saiu no começo de Outubro um EP de remixes dos russos do Pompeya, o Power (Remixes).


Numa vibe meio indie meio disco, o Pompeya descolou uma boa track - que melhorou bastante em relação à original, especialmente com a levada baleárica do Zimmer. Pianos ítalo saltitantes e refrão num falsete MGMT. Funciona, hein. Vale o confere: