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domingo, 12 de janeiro de 2014

Os Dez Álbuns de 2013


A exemplo da escolha das minhas faixas preferidas de 2013, os álbuns também seguem a mesma lógica sintético/sacolejante. Vão ser só dez, porque como escrevi no Top 65 Músicas, acho que foi um ano de poucos discos realmente bons, homogêneos, coesos. Olha, nada de The Knife, Boards Of Canada, Darkside ou Atoms For Peace. Não vou pagar de cool. Esses aí vão aparecer em muitas listas, ouvi todos e só consegui simpatizar um pouco com o Amok, do Atoms For Peace (projeto do Thom Yorke), mesmo assim, não acho suficiente pra estar num Top 10. Entendo a guinada artística e a ousadia do Knife, mas Shaking The Habitual é, francamente, inaudível. O Tomorrow's Harvest - que encerrou um jejum de oito anos do Boards Of Canada - achei árido demais, e o Darkside (parceria do músico/produtor Nicolas Jaar e do multi-instrumentista Dave Harrington), me deixou com a impressão de que o hype encobriu a música - que não é essa rapadura toda, apesar dos bons momentos revivendo o Pink Floyd no seu debut Psychic (especialmente em "Heart" e "Metatron"). O que eu realmente ouvi, curti, repeti, cantei junto, decorei a ordem das faixas e dancei, é o que está abaixo. Os links com os textos sobre cada um destes álbuns postados em 2013 aqui no blog, estão em vermelho.

10 - DJ Day - Land Of 1000 Chances


9 - Ian Pooley - What I Do


8 - Zomby - With Love


7 - Rudimental - Home



6 - Kölsch - 1977


5 - Mesh - Automation Baby


4 - Hot Natured - Different Sides Of The Sun


3 - Kraak & Smaak - Chrome Waves


2 - Daft Punk - Random Access Memories


1 - Disclosure - Settle


segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Segunda Class: DJ Day


Day é o californiano Damien Beebe. DJ, produtor e multi-instrumentista, Beebe começou a discotecar em 1995, mas seu álbum de estreia só saiu agora, em 2013 (sem contar uma coletânea de singles, faixas inéditas e remixes lançado em 2008).

E que disco. Land of 1000 Chances pode ser colocado sem hesitação na mesma prateleira (ou na mesma pasta de arquivos) do que melhor DJ Shadow e RJD2 fizeram em suas carreiras. A síntese é a mesma: beats de hip-hop e andamentos de jazz sustentando enxertos de funk, soul e eletrônica. A diferença de DJ Day é que sua trip é de músico - ele se apoia fundamentalmente em instrumentos, não em samples. Ocasionalmente, amostras de diálogos e vocais são inseridos ("Mama Shelter"), mas são apenas coadjuvantes frente a quantidade de Mellotron, Clavinet, piano elétrico, baixo, guitarra e percussão usados nas faixas. Em "Boots in the Pool" e "Hopefully", belíssimos arranjos de cordas ornamentam músicas que transbordam bom gosto, calor e emotividade.

Land of 1000 Chances
tem 15 faixas instrumentais sem altos e baixos: o nível das composições é tão plano e homogêneo, que funciona incrivelmente bem se ouvido do início ao fim, sem interrupções. E pode ter certeza, você não vai querer pular nenhuma.

"Land of 1000 Chances": só uma das 15 pérolas do álbum.