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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

No Deeper Meaning


Depois de um bom álbum lançado ano passado (What I Do), o DJ e produtor alemão Ian Pooley volta pro mercado com um single digno de nota. Floris EP traz dois números de tech house sem muitos adornos, mas ambas as faixas ("Floris" e "The Beginning") compensam a ausência de vocais com baixos minimalistas (em "Floris") e bumbos retinhos movendo-se harmoniosamente com os hi-hats. Notas estendidas de sintetizador são disparadas lentamente ao fundo, o que reforça a paleta monocromática das duas faixas. No meio da pasmaceira que virou o gênero, Pooley respira.

"Floris": profundidade.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Os Dez Álbuns de 2013


A exemplo da escolha das minhas faixas preferidas de 2013, os álbuns também seguem a mesma lógica sintético/sacolejante. Vão ser só dez, porque como escrevi no Top 65 Músicas, acho que foi um ano de poucos discos realmente bons, homogêneos, coesos. Olha, nada de The Knife, Boards Of Canada, Darkside ou Atoms For Peace. Não vou pagar de cool. Esses aí vão aparecer em muitas listas, ouvi todos e só consegui simpatizar um pouco com o Amok, do Atoms For Peace (projeto do Thom Yorke), mesmo assim, não acho suficiente pra estar num Top 10. Entendo a guinada artística e a ousadia do Knife, mas Shaking The Habitual é, francamente, inaudível. O Tomorrow's Harvest - que encerrou um jejum de oito anos do Boards Of Canada - achei árido demais, e o Darkside (parceria do músico/produtor Nicolas Jaar e do multi-instrumentista Dave Harrington), me deixou com a impressão de que o hype encobriu a música - que não é essa rapadura toda, apesar dos bons momentos revivendo o Pink Floyd no seu debut Psychic (especialmente em "Heart" e "Metatron"). O que eu realmente ouvi, curti, repeti, cantei junto, decorei a ordem das faixas e dancei, é o que está abaixo. Os links com os textos sobre cada um destes álbuns postados em 2013 aqui no blog, estão em vermelho.

10 - DJ Day - Land Of 1000 Chances


9 - Ian Pooley - What I Do


8 - Zomby - With Love


7 - Rudimental - Home



6 - Kölsch - 1977


5 - Mesh - Automation Baby


4 - Hot Natured - Different Sides Of The Sun


3 - Kraak & Smaak - Chrome Waves


2 - Daft Punk - Random Access Memories


1 - Disclosure - Settle


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Pooley Dance

 

Tá que não é nenhuma maravilha de inovação e criatividade, mas Ian Pooley trabalha direitinho. Seu mais recente álbum, What I Do, saiu no começo do ano e mostra um produtor experiente (Pooley grava desde o meio dos 90), que sabe usar bem o estúdio, com arranjos competentes e eficiência nos grooves e batidas.


Exemplos no disco não faltam. A refrescante "Bring Me Up" - com seu baixo cavalar e a voz sossegada de Dominique Keegan - é um bom começo. A divertida "Kids Play" evidencia que vocais infantis são infalíveis mesmo (pense em "Get A Life", do Soul II Soul e "D.A.N.C.E.", do Justice). Pooley mostra criatividade nas programações de bateria com a exuberância de "1983" (vocal de Högni Egilsson, do Gus Gus) e "What U Love" (com uma bela sessão de cordas sintetizadas). Uma pincelada com tintas escuras em "I Should Be Sleeping", inserções jazzy ("Over") e alguns detalhes que não passam despercebidos (as slapadas de baixo fazem toda diferença na faixa título), e What I Do fica tranquilamente acima da média vigente, num 2013 de poucos álbuns dance dignos de nota. 

"1983": leva pouco tempo pra viajar dos quadris ao cérebro.