Mostrando postagens com marcador chillwave. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador chillwave. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Experimentar (Não) É Preciso

 Das duas uma: ou discos de eletrônica experimental faziam sentido pra mim só no século passado ou não tenho mais paciência pra gente que se autoproclama artista antes de qualquer coisa (músico, por exemplo). Nem sei se essa autoproclamação é o caso do francês Quentin Dupieux (Mr. Oizo) ou do americano Dayve Hawk (Memory Tapes) - espero que não - mas seus discos mais recentes são chatos pra cacete.
  

O título Unreleased Unfinished Unpleasant é a melhor coisa dessa compilação de sobras de Mr. Oizo, porquê explica exatamente o que são as 12 faixas: não lançadas, inacabadas e desagradáveis, conforme tuíte do próprio:

Ele podia ter substituído o "prepare seus ouvidos" por "prepare seu saco". E dá-lhe timbres esquisitos, ritmos trôpegos, sequências irritantes. Não admira ele ter disponibilizado de graça essa tranqueira.

"Duck Guts": e esse tecladinho?





Já o Memory Tapes é o cabeçudo da história. Profundo, folkeado, onírico. Três adjetivos que indicam perigo quando reunidos em disco. Cuidado.

"Sheila": oito minutos e meio. Sono.


quinta-feira, 26 de abril de 2012

O Despertar da Besta


Deu medinho quando o americano Chris Dexter Greenspan apareceu em 2010 com esse impronunciável projeto chamado oOoOO? O gênero witch house certamente foi uma piada criada por algum jornalista pra definir o som dessa tchurba chegada em vocais distorcidos, batidas arrastadas e synths fantasmagóricos, mas seu novo EP (Our Love Is Hurting Us) tem lá seus momentos. Especialmente quando lembra um Enigma taciturno em "Springs" e soa quase doce com o auto-tune de "Break Yr Heart". R&B das profundezas.


"Break Yr Heart": Gasparzinho sexy.

domingo, 23 de outubro de 2011

Neon Lights


O mexicano Alan Palomo se deu ao luxo de ir pra Finlândia gravar em quatro semanas na geladeira chamada Helsinki seu mais recente álbum como Neon Indian, Era Extraña (lançado em Setembro).


Eleito muso chillwave em sua estréia de 2009 (Psychic Chasms) pela intelligentsia musical nos quatro cantos do planeta, Palomo retorna com um álbum que substitui os samplers do trabalho anterior por texturas sintéticas distorcidas e climão de eletrônica lo-fi, estranhamente nostálgica (no sentido desconfortável da palavra). Toro Y Moi já abandonou esse barco em favor de beats mais safados e maior clareza na produção no seu último EP, e acertou na mosca. Já o Neon Indian fica encoberto pela própria sombra projetada a partir de Era Extraña: entre canções extremamente simplórias como o single "Polish Girl", rocks chapados ("Hex Girlfriend", "The Blindside Kiss") e trips lisérgicas baseadas em execuções contínuas das notas de um mesmo acorde ("Future Sick"), o disco cansa na primeira audição - um pouco por culpa desses vocais extenuados por filtros do início ao fim do álbum. O principal defeito do disco, no entanto, é algo que me parece vir da presunção de Palomo em fazer música do jeito que os seus parcos 23 anos lhe dão na telha, amparado por gente que levantou o polegar pra tudo que ele já fez até agora. Mas ele já fez algo que realmente te instigasse? Comigo ainda não aconteceu.

"Polish Girl": como (tentar) fazer um riff de sintetizador funcionar na marra.