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terça-feira, 13 de outubro de 2015

Real Midas Touch


Dias atrás saiu um remix de Lindstrøm para "I Know There's Something Going On", da ex-ABBA Frida. Como dizem, gostei, mas não amei o resultado. Achei um tanto cabeçudo pra acessibilidade que o som da sueca tem por natureza. Pois agora o produtor e notável remixador francês Fred Falke também retrabalhou a faixa. E ficou demais. Falke subiu o BPM, perfumou tudo com sintetizadores vintage, colocou as guitarras funkeadas em primeiro plano e bolou uma linha de baixo rechonchuda. Quem sabe, sabe. O que eu não sei, ainda, é o motivo dos remixes. Tem outro sensacional e bem mais radical (mezzo Electro) feito por um tal TORN, que saiu semana passada. Vem EP reunindo as plásticas em "I Know There's Something Going On" por aí?

TORN Remix:



Fred Falke Remix:

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

No Midas Touch


Não sei. Alguma coisa não deu certo nesse remix do cultuado produtor norueguês Hans-Peter Lindstrøm pra faixa "I Know There's Something Going On", lançada originalmente em 1982 (com produção de Phil Collins) por 1/4 do ABBA, a vocalista Anni-Frid Lyngstad (aqui no Brasil, saiu na trilha da novela Louco Amor, um ano depois). OK, Lindstrøm imprime seu carimbo no trabalho (arpejos mil e uma certa suntuosidade space-disco), mas os vocais de Frida não me soaram casadinhos com essa base que ele montou. E esse solo de guitarra fazia todo sentido na pegada roqueira-de-mentirinha do original, mas me pareceu despropositado e totalmente deslocado na versão de Lindstrøm. Ouvir é uma experiência bacana. Dançar é tão excitante quanto assistir uma horinha de TV Câmara.

O original:



O remix:

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Sexta Feira Bagaceira: Erasure


Fãs de carteirinha do ABBA, o Erasure seguidamente visitava o repertório do grupo sueco nos shows, até "Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight)" entrar em The Two Ring Circus (compilação de remixes e faixas ao vivo de 1987).  


Foi somente cinco anos depois que a dupla britânica decidiu registrar num EP quatro covers em formato synthpop para clássicos de Björn Ulvaeus e Benny Andersson, e o resultado foi certeiro: Abba-esque era o primeiro single do Erasure a chegar no topo da parada inglesa. 

"Take a Chance on Me" é a melhor faixa aqui, technopop reluzente de batida nervosa, que se transforma em raggamuffin no trecho rapeado pela MC Kinky.

Kitsch, cabaré, sintetizadores, dance music, ABBA e rap parece uma mistura indigesta, mas lá no meio de 1992, o Erasure conseguiu transformar em música boa e diversão.

"Take A Chance On Me": gatinhas.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Segunda Class: Agnetha Fältskog



Nunca aprendi a pronunciar o nome de Agnetha Fältskog. Uma das vocalistas desta instituição chamada ABBA (a outra era Anni-Frid Lyngstad), Agnetha não lançava um álbum de material original desde 1987. A é o quinto disco gravado em inglês pela cantora (os outros são em sueco), dos dez que ela totaliza solo.

Pule algumas faixas com excesso de sacarose ("The One Who Loves You Now", "Past Forever", "I Keep Them On the Floor Beside My Bed"), e sobram boas canções pop: baladas meia-luz evocando a candura de um Carpenters munido de baterias eletrônicas e produção apurada ("I Was a Flower", "Bubble"), ou um soft rock próximo da perfeição técnica do Fleetwood Mac ("I Should´ve Followed You Home", "Perfume In the Breeze"). Pra quebrar o gelo nórdico, ela ainda arrisca uma disco que não faria feio no catálogo de sua ex-banda ("Dance Your Pain Away").

O melhor de tudo, no entanto, é constatar que aos 63 anos, a voz de Agnetha Fältskog está inacreditavelmente intacta. Limpa e cristalina, como se fosse 1978. E pra começar a semana, A cai bem.

"Dance Your Pain Away": disco elegante.