sábado, 28 de fevereiro de 2015

Caras Novas: Roisto


O finlandês Roisto acaba de lançar o EP Apart In Love, pelo selo escandinavo Youth Control. A onda dele é disco (numa abordagem french touch do gênero) e eletrônica (na praia meio nublada de Trentemøller). O vídeo da faixa título é uma simpatia, confere:


Em "Call The Sky", comparações pejorativas com Röyksopp já começaram a aparecer. Até lembra o som da dupla norueguesa, mas a faixa tem brilho próprio. Roisto pode muito bem ter bebido na fonte de synths turvos do The Knife (especialmente de Deep Cuts) e do próprio Trentemøller, no processo - o que possivelmente invalida o argumento dos detratores. "I'm Who You Need" e "Apart In Love" são pura french house, com baixos galopantes, guitarrinhas funkeadas e os típicos refrões-gancho. Dá pra ouvir o bom Apart In Love EP inteiro no Soundcloud, ao alcance do seu clique:

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Let Me Sing


Como costumo errar com frequência o que - potencialmente - tem cara de que vai arrebentar, nem vou escrever nada do tipo. Ouça "Don't Sing" (o truque da autossabotagem do título também pode funcionar) e tire suas próprias conclusões. Me agrada muito o piano e a levadinha funky. Escrita pelo holandês Benny Sings (os vocais duplicados também são dele) e produzida pelo francês David Guillon (Data), a faixa saiu tem uns 20 dias (está no EP de mesmo nome, com mais três inéditas e três remixes extras), com esse refrão ganchudo e jeitão de que pode pegar fácil. Sei não, hein.

"Don't Sing": possivelmente, um sucesso.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Sexta Feira Bagaceira: Red Flag


Minha preferida da dupla. Gosto mais de "Broken Heart" - 1988, o single de estreia do Red Flag - que "Russian Radio", o semi hit posterior. Acho a batida um tanto engessada, anula a boa trama de sintetizadores criada pelo tecladista Chris Reynolds. No 12" original, as três versões não variam em relação a isso, ou seja, no ano em que a acid house explodiu, o Red Flag perdeu uma boa oportunidade de fazer essa faixa, potencialmente, voar mais alto que o modesto vigésimo quarto lugar que alcançou na parada Hot Dance/Club Play da Billboard. Ainda assim, é uma boa amostra do pop sintético naïve e melódico urdido no fim dos 80.

O finado vocalista Mark Reynolds: Martin Gore feelings. 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Eletrônica Visceral


Disco novo do Squarepusher à vista: Tom Jenkinson anunciou essa semana o lançamento de Damogen Furies, programado para Abril pela Warp. Em seu site oficial, Jenkinson disponibilizou gratuitamente uma amostra do que deve ser seu próximo álbum, através do download de "Rayc Fire 2". Baseado em pelo menos metade das canções de Ufabulum - disco mais recente do artista, de 2012 - dá pra dizer que "Rayc Fire 2" é uma faixa que mantém uma das principais qualidades do Squarepusher: a capacidade de surpreender. Estruturalmente complexa e de movimentos inesperados, "Rayc Fire 2" é um experimento eletrônico agressivo de nada fácil audição. Uau.

37 segundos de "Rayc Fire 2": o resto, no site.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Sunshine On My Shoulders


Os australianos do Miami Horror estão prestes a lançar disco novo: All Possible Futures, sucessor do ótimo debut Illumination (2010), deve sair no final de Abril. Agora influenciado pela "esquisitice ensolarada" da Califórnia (segundo o dono do campinho, Ben Plant), o Miami vem soltando faixas do novo álbum em doses homeopáticas. "Wild Motion", "Real Slow" e "Colours in the Sky" apareceram de um ano pra cá. O novo single, "Love Like Mine", essa semana. Dessas quatro, "Real Slow" é bacana. O resto - incluindo o funk oitentista sem graça de "Love Like Mine" - me faz duvidar que o sol da Califórnia esteja realmente fazendo bem pros rapazes.

"Love Like Mine": sol demais na moleira.