segunda-feira, 4 de maio de 2015

New Islands


Dono de um dos melhores álbuns do ano passado (Singles), o Future Islands volta com um single de lado A duplo (no formato digital), The Chase/Haunted By You. Já existe a pré-venda de uma versão em vinil 7" (pela gravadora inglesa 4AD), com número limitado de 2,400 cópias e uma faixa de cada lado.

"The Chase" é mais próxima do electropop de Singles, com a habitual competência de William Cashion no baixo e os vocais apaixonados de Samuel Herring, enquanto "Haunted By You" flerta com o rock alternativo sem muitas firulas dos teclados. A banda tem agenda cheia até Setembro, com mais de 30 shows marcados até o momento.

A boa performance de "The Chase", no Letterman:

domingo, 3 de maio de 2015

French Soul Brother


E o drum'n'bass, como vai? Bem, obrigado. Exposição moderada no mainstream (o Rudimental é o caso mais recente) é saudável para o gênero e bons singles são lançados constantemente, basta estar atento.

DJ e produtor, o francês Julien Salvi é um bom exemplo. Atrás dos toca-discos desde 1999 e no estúdio desde 2003, Salvi assumiu o pseudônimo Redeyes e já gravou dois álbuns e vários singles. O Redeyes acaba de soltar um novo EP, Memory Lane Part 1. São quatro faixas inéditas mais um remix para "Psychonaut" (a faixa de abertura, com vocais do MC holandês Dan Stezo). Neste primeiro volume da série, ele pega leve num liquid funk atmosférico, com enxertos de rap ("Psychonaut"), soul ("She Said") e a doçura de um piano com notas marteladas sem muita intensidade ("Memory Lane"). Vale o confere.

Memory Lane Part 1: velocidade controlada.

sábado, 2 de maio de 2015

Ascionthefloor


Heart Hides é o segundo EP do Ascio (o primeiro, Why Don't You, saiu ano passado), projeto solo de Lucio Morais (metade do Database). Clima baleárico levado por percussão, guitarra sutil e lindos arpejos de baixo, "Heart Hides" tem os vocais angelicais da australiana San Mei, o que colaborou pra deixar a faixa com todo jeito de dream pop pra pista de dança.

Quem explica melhor a música é o próprio Lucio:

Como rolou a colaboração de San Mei?
Já tinha ouvido alguns singles dela em um blog, dai quando rolou a parte instrumental da track, foi a primeira pessoa que pensei, mandei mensagem pra ela por facebook e ela topou, foi tudo bem rápido.

Há planos de algum 12" para a faixa?
Adoraria, talvez um pouco mais pra frente, enquanto isso tem as remixes que devem lançar na próxima segunda-feira, remixes de F82, L_cio e Since Now.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Sexta Feira Bagaceira: Aqua


Trashy, bobinhos e sem o menor pudor de pagar micos gigantescos (especialmente nos vídeos), os membros da banda (oi?) dinamarquesa Aqua mais parecem personagens de desenho animado. Na real, é meio isso, mesmo. O eurodance de vocais infantilóides da delícia Lene Nystrøm (Morten Harket, do A-ha, pegou e depois tomou um pé na bunda) é pop chiclete, divertido e altamente descartável - tanto quanto eram as primeiras produções de Phil Spector (Teddy Bears, Bob B. Soxx). Devaneio? Compare: a mesma bobajada açucarada, os mesmos joguinhos de vocais de casalzinho, os mesmos refrões repetidos ad infinitum, o instrumental qualquer nota...

"Barbie Girl" ultrapassa meu limite pessoal de cafonice, mas "Doctor Jones", "My Oh My", a baladinha adulta (pros padrões do Aqua) "Turn Back Time" (trilha do filme De Caso com o Acaso, de 1998, com Gwyneth Paltrow) e, especialmente, "Lollipop (Candyman)", eu ouço sem culpa. "Lollipop", aliás, é uma pérola: versa coisas como "eu gostaria que você fosse meu pirulito" (ops) e "morda-me, eu sou seu, se você estiver com fome" no mais ambíguo dos sentidos, enquanto um pianinho safado gruda - mesmo a contragosto - no cérebro.

Imensamente popular na segunda metade dos 90, o Aqua deu um tempo em 2001, mas retornou em 2007 e lançou o terceiro disco em 2011, uma tentativa de adultização do seu pop no flopado Megalomania. Aquele Aqua de 1997 rendeu boas risadas. E a Lene, hmmm...

"Lollipop (Candyman)": impagável.

When The Fire Still Burns


Já presente nos sets do Disclosure há algum tempo, "Bang That" é a primeira faixa do próximo álbum que a dupla inglesa sobe no Soundcloud. Os vocais foram emprestados de "Pass Out" (2002), do obscuro projeto electro 313 Bass Mechanics. "Bang That" me causou uma certa estranheza, é um Disclosure mais áspero em relação à house redondinha presente na maioria das faixas do debut Settle, de 2013. Negócio é esperar pra ver se o segundo disco dos irmãos Lawrence vai nessa direção.
"Bang That": primeiro indício de mudança de rumo.