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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Red Nights


Mesmo com um revival 90 ainda titubeante, o traquejado David Morales resolveu dar um rolê pela década em que discotecava (junto com Frankie Knuckles) no lendário clube Red Zone, em Nova Iorque.


Seu EP The Red Zone Project Vol. 1 traz quatro faixas de house pendendo para o techno ("Kaos"), minimalismo ("Vision Quest") e um forte acento afro ("Tribal Funk"). Até aí, nada demais, mas em "Don't Go", o comeback faz todo sentido. Com uma linha de baixo sedutora e sample do riff de sintetizador de "Pump Up The Jam" (Technotronic), a faixa soa incrivelmente 1992.

"Don't Go":

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Quarta Do Sofá: Fernanda Abreu


 Fernanda Abreu foi, provavelmente, a precursora da moderna dance music brasileira, com seu Sla Radical Dance Disco Club (1990).


Do álbum saíram os hits "A Noite" e "Você Pra Mim" - esta com uma batida lenta e espaçosa, cama perfeita pro baixo de reggae, trompetes com surdina e samples de Barry White e Soul II Soul preencherem sua extensão. Pop nacional já foi cool assim.

"Você Pra Mim": sexy.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Australiahouse


Mais uma ótima novidade vinda da Austrália: o Adapt or Die é formado por Tony Mitolo (baterista de palco do Empire Of The Sun) e Alex Gooden (engenheiro de som do Pnau). Seu Dream Control EP sai oficialmente neste final de semana, mas o som já se espalha pela rede. "Dream Control" é uma house típica da virada dos 80 pros 90: bassline forte, percussão eletrônica altamente criativa, riff ganchudo de sintetizador e vocais picotados. "Diavola" concentra os efeitos na incrível maquininha Roland TB-303 e tem um sample bem discreto dos teclados de "Pacific State" do 808 State. É como estar numa rave na Inglaterra em 1989. Promete.

Back to the 90's:

sexta-feira, 1 de março de 2013

Sexta Feira Bagaceira: Que Fim Levou Robin?

 

O Que Fim Levou Robin? foi um projeto idealizado pelo DJ Mauro Borges, no começo dos 90. A dance music brasileira engatinhava nessa época. Tínhamos alguns discos de rap aparecendo, Fernanda Abreu... e o que mais? O grupo (formado ainda pelo DJ Renato Lopes e a promoter Bebete Indarte) foi provavelmente o precursor da cena por aqui. Ganhou boa exposição na mídia, especialmente pela finada revista Bizz, que escolheu - pela votação da crítica - a faixa "Aqui Não Tem Chanel" como a melhor de 1990. Na TV não foi diferente - seu disco de estréia Aqui Não Tem Chanel foi lançado pouco tempo depois da MTV ter aberto as transmissões no Brasil, no final de 1990. Lembro de uma entrevista no Jô Soares, inclusive. O álbum saiu pela WEA, em 1991. Produzido por Dudu Marote (Skank, Pato Fu), traz soluções criativas para a tecnologia que se dispunha numa época em que o sampler era algo familiar a pouquíssima gente. Alguns semi-hits brotaram, como a house-batucada da faixa-título, a ítalo-disco "Que Fim Levou Robin?", e um cover para "Dancin' Days" das Frenéticas (que sampleia Cid Moreira na introdução!). Outra curiosidade do álbum é a ousadia da bossa eletrônica "Objeto de Uso Pessoal". Minha preferida sempre foi "Tia". Talvez porque uma FM local martelou isso direto durante um bom tempo e grudou a faixa em algum canto do meu cérebro. "Tia" tem o definidor trecho "garotos não são mais garotos, garotas não são o que são". É Mauro Borges, teu refrão está mais atual do que nunca.

"Tia": divertidíssima.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Sexta Feira Bagaceira: Ice MC

 
Ian Campbell Esquire: ICE, sacou? A parceria com o produtor mezzo picareta italiano Roberto Zanetti (Savage, Pianonegro) pegou a fase áurea do hip-house (1989/1990) e transformou isso em um álbum e alguns singles de sucesso - "Cinema", entre eles.
 

Mas qual era a graça de ouvir um monte de nomes de atores famosos (John Wayne, Eddie Murphy, Alain Delon, Mickey Rourke, Woody Allen, Sean Penn, Marilyn Monroe, Whoopi Goldberg...) berrados sob uma base house xinfrin? Hããã... o frescor da novidade, talvez? Os elementos eram manjados, mas juntos numa canção, sei lá... quantas vezes você dançou com alguma outra faixa anterior de idéia parecida? Eu achei que era original, pelo menos. Aliás, em 1990, qualquer coisa que tivesse um sintetizador (pra mim) era novidade. E o britânico Ice MC era carismático. Sabia da fuleiragem do seu som, mas interpretava bem o papel de arauto da então novíssima dance music européia - nova no formato, mas pilhada do underground da cena de pista americana (house e rap). Vai saber se não foi por essa cafonice assumida que Danny Boyle incluiu sua "Think About The Way" (de 1994) na trilha do estupendo Trainspotting? E aqui no Brasil ainda foi trilha da novela Barriga de Aluguel. Imagina a superexposição de "Cinema", durante 10 meses martelando em cerca de 50% dos televisores ligados na faixa das seis da tarde no Brasil. Ice MC foi um sucesso tremendo do crossover rádios/pistas, até cair no ostracismo pós-eurodance da segunda metade dos 90. Mas "Cinema", esse clássico do hip-house farofa, ficou pra posteridade.

"Cinema": Uh! Yeah!