quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Quarta do Sofá: Mariah Carey


1994: Mariah Carey no auge. Depois de ter ouvido "Without You" num restaurante (originalmente do grupo britânico Badfinger), ela decide fazer sua própria versão. O nível de sacarose é bem alto, mas ela cantava demais. E o coro gospel, hm? Que sacada. Ficou lindo.

  "Without You": mais discos de ouro pra coleção.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Um Museu De Grandes Novidades


Com o ponteiro do desconfiômetro batendo firme no vermelho, fui ouvir o tal Recovered & Remastered EP 4, um dos volumes da série de disquinhos não oficiais do KLF, lançados sabe-se lá por quem. Imaginei tratar-se de uma mera tentativa EDM de atualizar o som da dupla inglesa, mas - alívio - não é nada disso. Os EPs já tem seis edições, e - como o título da coleção indica - trazem versões alternativas, faixas nunca lançadas, gravações ao vivo, remixes, sobras de estúdio e por aí afora, trazidas pro século 21 com uma qualidade de áudio surpreendentemente boa. Pra um fã roxo do KLF como eu, qualquer coisa que soe como novidade (mesmo que seja uma velha novidade), tá valendo. Criativos, inteligentes, bem humorados, punks, anárquicos e bons vendedores de discos, o KLF foi um dos maiores responsáveis pela transição da eletrônica dos 80 para os 90. Deixou saudade. Um sample qualquer do duo vale mais que toda a carreira do David Guetta.

"Madrugada Eterna (Live From The Lost Continent 2012 Original Version)": sente o groove.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Segunda Class: Paolo Conte


Cantor, pianista e compositor, Paolo Conte - italiano da região de Piemonte - tem em "Via Con Me" seu único hit com registro aqui: de vez em quando, ela aparece em rádios do segmento adulto-contemporâneo. São menos de 3 minutos em que Paolo canta na sua língua de origem, funde com inglês e ainda lasca uns scats que deixariam Louis Armstrong com aquele sorrisão característico. Maravilha. Lançada originalmente no álbum Paris Milonga, de 1981, a faixa entrou na trilha do abacax... digo, do filme French Kiss (no Brasil, Surpresas do Coração), de 1995.

"Via Con Me":
"Via, via, vieni via con me..."



Ao vivo:

sábado, 2 de novembro de 2013

Freud Tinha Razão


O britânico Jonathon Fogel provavelmente nunca ouviu Aphex Twin.

Seu EP mais recente, Matchsticks (que ele assina como Stray), é coisa de quem passa noites em claro com o nariz na frente do notebook fuçando em softwares envenenados pra produzir esse pseudo-drum'n'bass de batidas em convulsão. Em "Dropping Bombs" ele parece querer provar que pode rufar qualquer coisa com velocidade mais absurda possível. Richard David James já fez tudo isso há quase 20 anos, Jonathon, com a diferença de que ele tem um senso melódico invejável, algo totalmente ausente no teu EP. Em "Matchsticks", Stray desacelera e cai no clichezão do vocal com pitch lá no fim da régua. Tsc, tsc. Se depender de artistas com essa aridez musical como a que Stray apresenta, o drum'n'bass está com os dias contados. Sai desse quarto, guri. Vai transar, vai.

A irritante "Dropping Bombs": rufos sem sentido.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Sexta Feira Bagaceira: Rockwell


Kennedy William Gordy, nome artístico Rockwell. Filho do fundador da Motown, Berry Gordy. Assinou contrato com a gravadora do pai, sem ele saber. Pra não parecer protecionismo, ou algo assim. "Somebody's Watching Me", de 1984, foi seu maior hit. Por causa dessa música, foi carimbado com a pecha de one hit wonder, mas - ao menos aqui no Brasil - a balada "Knife" também foi bem executada. "Somebody's Watching Me" é um mix de R&B e synthpop, cheia de sintetizadores tipo tema de série de terror B. E tem no refrão o auxílio luxuoso de um cara que era o maior artista da música no planeta na época, tal de Michael Jackson. Ficou uma maravilha.

"Somebody's Watching Me": Halloween bombando.