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sábado, 20 de janeiro de 2018

Golden Age



A australiana Kylie Minogue faz incríveis cinquenta anos em Maio e um mês antes sai seu novo álbum, Golden. O primeiro single, "Dancing", foi lançado ontem. Bom pop; dançante, radiofônico, remixável. Curiosamente, quando ouvi os "aaaaaahh aaaaahh" do refrão, lembrei de cara de um trecho parecido contido em "Porta Aberta", da nossa Luka (hitaço aqui no Brasil, lançada em 2003). Nem tô cogitando plágio - longe disso -, achei parecido e só. Na verdade, fora a vocação pop de ambas, elas pouco tem em comum (agora, a Kylie com 49, o que tá gata... benza Deus).

"Dancing":


"Porta Aberta":

domingo, 5 de julho de 2015

Diversões Eletrônicas



Giorgio Moroder é o Moisés da dance music: com Pete Bellotte, ele dividiu a música de pista em antes e depois de "I Feel Love" (Donna Summer, 1977). Acontece que o inovador e criativo homem por trás de monumentos como "From Here to Eternity" e "E=MC2", é o mesmo que girou os botões da mesa de som em hits de gosto duvidoso de Irene Cara ("What a Feelin'") e Joe Esposito ("Lady, Lady, Lady"), ambas da trilha de Flashdance; Berlin ("Take My Breath Away", que segundo o próprio, é a produção que mais o deixou orgulhoso) e Sigue Sigue Sputnik ("Love Missile F1-11"). Isso posto, não creio que alguém tenha se espantado com o material que este simpático bigodudo apresentou em Déjà Vu, seu décimo sétimo álbum e o primeiro desde Philip Oakey & Giorgio Moroder (1985).

A primeira pista apareceu no final do ano passado, mas era falsa (pra quem esperava um disco inteiro assim). A boa "74 Is The New 24" tem os usuais arpejos de sintetizador, vocoders, pianos e guitarras da sua space disco atemporal, que, de certa forma, o aproxima de pupilos como Lindstrøm e Todd Terje. Moroder estaria, por tabela, soando moderno e totalmente ambientado às eletronices dos produtores atuais.


No começo deste ano, foi a vez de "Right Here, Right Now", com Kylie Minogue nos vocais. Nada muito animador. Me empolguei mais com o andamento durante as estrofes do que propriamente com o refrão. Começava a ficar claro que caminho o disco iria seguir: dance padrão FM, só que um tanto mais contida e sóbria do que a EDM praticada por gente como Avicii (que é incapaz de produzir uma música sem a emporcalhar com bass drops irritantes ou rufos previsíveis de bateria). 


A faixa título, com a cantora e compositora australiana Sia Furler, tem uma grandeza disco explícita nos lindos strings dos sintetizadores e no refrão grudento, perfeito pra passar vergonha na pista:



Procurando bem entre as 12 faixas, ainda dá pra catar bons momentos, como a razoável "Wildstar" (com a britânica Foxes) e "Back and Forth", cujo diferencial está nos vocais particularíssimos de Kelis Rogers.



Bom, o resto de Déjà Vu é dispensável. Desde a breguíssima abertura "4 U With Love" e a escolha dos timbres de sintetizador na linha Casio Tone Bank, passando pela total descartabilidade da dance fuleira "Diamonds" (com Charli XCX) e por faixas que poderiam estar tranquilamente no último do David Guetta ("I Do This for You", "Don't Let Go"), até chegar no crime mor aqui: o péssimo cover de "Tom's Diner" (original de Suzanne Vega, que foi brilhantemente remixada pelo DNA em 1990), com Britney Spears nos vocais.

O que fica de bacana nessa história é que Giorgio Moroder, do alto de seus setenta e poucos anos, parecer estar se divertindo muito com tudo isso - desde sua recente introdução ao mundo da discotecagem até a produção de música nova. E - ninguém é perfeito - vez ou outra ele ainda acerta.

domingo, 18 de janeiro de 2015

Kylie Moroder


Mais uma faixa do novo álbum de Giorgio Moroder (74 Is The New 24) que aparece, "Right Here, Right Now" tem a australiana Kylie Minogue nos vocais. Bom pop, mas me empolguei mais com o andamento durante as estrofes do que propriamente com o refrão. 74 Is The New 24 sai esse ano e deve contar ainda com participações de Charli XCX, Britney Spears e Foxes. Dica do sempre atento Thiago Giardini.

"Right Here, Right Now": Moroder ligadinho no pop 2014.