quinta-feira, 19 de maio de 2011

Ice Floor


Os islandeses do GusGus voltam com disco novo oficialmente na próxima segunda, 23 (Arabian Horse, de capa linda, diga-se). Abaixo, duas faixas do álbum: "Within You" e "Over", ambas transportando a dance music para os cantos menos iluminados da pista de dança. Fantástico. 

GusGus: gelo e fogo é uma combinação possível.




domingo, 1 de maio de 2011

Odara


Cayetano é o grego Giorgos Bratanis, na ativa desde 1996 e com cinco álbuns no currículo (o mais recente é Back Home, lançado no final ano passado com ótima recepção por parte de veículos especializados como Resident Advisor, DJ Mag e IDJ). Dá pra colocar os álbuns do cara na sua pasta Nu Jazz, junto com Parov Stelar, De Phazz e St. Germain: é downtempo jazzistico forrado com samples bem encaixados e instrumentos reais - como esta viciante "The Secret", presente em The Big Fall de 2009 (saiu pela gravadora de Marcus Füreder do Parov Stelar, a Etage Noir Recordings). Cayetano bolou um serpenteante riff de órgão repetido à exaustão sob uma enigmática narrativa que eu adoraria saber do que exatamente se trata. Aqui tudo se encaixa com perfeição: violões, percussão, piano, flautas, backings... a canção dura 3 minutos, mas cada clicada no repeat será justificada. 

"The Secret": se você conhece a fonte desse sample-narrativa, me deixe ficar sabendo.  





Brincando Com Fogo


Acha que é fácil mexer num monolito como "Finally" da CeCe Peniston? O mega hit da americana Cecilia Veronica Peniston já foi remixado dezenas de vezes desde seu lançamento em 1991, mas em Novembro do ano passado ganhou uma versão no mínimo inusitada: os britânicos do Cherry Ghost vestiram camisa xadrez e tênis All Star na house comportada original pra colocar no lado B do single "We Sleep On Stones" e o resultado é sensacional. O cover já aparecia em shows da banda, mas nesse 12" o maluquete Richard Norris (Time & Space Machine) tratou de providenciar uma bateria decente, arrumar uma cama macia de teclados e borrifar efeitos certeiros na sua visão de como deveria soar essa versão do Cherry Ghost. Experiência faz a diferença: Norris é metade do projeto eletrônico-cerebral The Grid (junto com Dave Ball do Soft Cell) e já trabalhou com gente como Chemical Brothers, Goldfrapp, Tracey Thorn e Badly Drawn Boy. E acertou em cheio nesse remix.

 "Finally": novinha em folha para as pistas, 20 anos depois.





sábado, 16 de abril de 2011

Vídeo do Mês: Matt and Kim


Os nova-iorquinos Matt (vocais, teclados) & Kim (vocais, bateria) lançaram seu terceiro álbum (Sidewalks) em novembro do ano passado, e nele está a faixa a seguir. "Cameras" - o single - não passa de OK: beat de rap, vocais indie/desengonçados e sintetizadores farofa. Mas "Cameras" - o vídeo - é sensacional. A idéia é simples, mas a execução é primorosa: consiste basicamente na dupla indo pro tatame valendo-se do que tiver à mão pra arremessar contra o oponente. Não sei se usaram dublês pras pegadas mais realistas, mas mesmo assim eles já tem meu voto como "Casal Mais Cool do Pop". 

"Cameras": grande performance.






sábado, 2 de abril de 2011

Estaca Zero

Por trás dessa lente tinha um cara legal.

E agora, Richard Melville Hall? O que fazer quando sua obra torna-se irremediavelmente repetitiva? 
Bom, eu não sei. Não dá pra dizer que o negócio é voltar a usar violões, que a bela coleção de sintetizadores e drum machines dele estão obsoletos e deixa a Lady Gaga tomar conta do campinho. Mas que Moby precisa se reinventar urgentemente, precisa. Ou isso, ou periga seu próximo álbum (Destroyed, programado pra Maio) passar batido como seus recentes lançamentos.


Be The One é um EP de três faixas lançado em Fevereiro e precede o disco novo. Fácil notar que Moby tem andado em círculos ultimamente: aqui ouvem-se os mesmos sintetizadores sinfônicos e grandiosos que crescem devagar e vão se espalhando pelo ambiente acompanhados por batidas não muito agressivas. Papel de parede pra pista de dança. Em 1991 ("Go") o efeito foi devastador, mas lá se vão 20 anos. Disponível para download gratuito no site oficial. 

"Sevastopol": mais do mesmo.